Ferrovia atribui atropelamento em Içara a imprudência de pedestre

Publicado em: 27 de fevereiro de 2026

Ferrovia atribui atropelamento em Içara a imprudência de pedestre

Empresa afirma que vítima de 45 anos ignorou sinalização sonora e luminosa; ela teve ferimentos leves

A Ferrovia Tereza Cristina (FTC) se manifestou oficialmente sobre o atropelamento de uma mulher de 45 anos ocorrido na tarde de quinta-feira (26), em Içara, classificando o incidente como um ato de imprudência. Segundo a empresa, a pedestre não respeitou a sinalização ativa da passagem em nível localizada na Rua Tiradentes, no bairro Jardim Silvana, nem a aproximação da composição ferroviária. O maquinista ainda acionou os sinais sonoros e aplicou o freio de emergência, mas não foi possível evitar o impacto.

Apesar da colisão, a vítima sofreu apenas ferimentos leves. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, ela foi encontrada consciente e orientada, com escoriações superficiais nos membros e trauma na face, mas sem sangramento ativo ou sinais de fraturas graves. Após o atendimento pré-hospitalar, a mulher foi encaminhada ao Hospital São Donato, em Içara, para avaliação médica detalhada.

Em nota, a FTC reforçou que a passagem em nível (PN) do km 096+700 conta com dispositivos luminosos e sonoros, além de boa visibilidade, conforme exige a legislação. A empresa também informou que suas equipes de Segurança Patrimonial e Operacional estiveram no local e acionaram a polícia, que registrou o Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito (BOAT). A concessionária voltou a alertar a população sobre a necessidade de redobrar a atenção ao cruzar a linha férrea.

Saiba mais:
A Ferrovia Tereza Cristina (FTC) opera um trecho de 164 quilômetros entre Imbituba e Criciúma, no sul catarinense, focado no transporte de cargas como carvão mineral, contêineres e produtos siderúrgicos. Estatísticas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que, entre 2020 e 2024, Santa Catarina registrou uma média de 15 acidentes por ano em passagens de nível, envolvendo principalmente pedestres e ciclistas. Especialistas em segurança viária explicam que um trem carregado pode levar até mil metros para parar completamente após o acionamento dos freios de emergência, o que torna essencial a atenção à sinalização — que inclui barreiras, luzes intermitentes e alarmes sonoros. A FTC realiza campanhas educativas nas comunidades próximas aos trilhos e mantém manutenção periódica dos equipamentos de alerta, mas ressalta que a prevenção de acidentes depende da colaboração de todos. A concessionária também disponibiliza um canal de comunicação para que a população reporte problemas ou solicite melhorias na sinalização.

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