Família sofre afogamento em área sinalizada sem guarda-vidas nos Molhes da Barra

Publicado em: 1 de março de 2026

Família sofre afogamento em área sinalizada sem guarda-vidas nos Molhes da Barra

 

Quatro pessoas da mesma família foram vítimas de afogamento na tarde de sábado, 28, nos Molhes da Barra, em Laguna. O caso ocorreu por volta das 17h30 em uma região que possui sinalização, mas que não contava com monitoramento de guarda-vidas no momento do incidente.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado inicialmente para atender a ocorrência de um homem caído em via pública. Ao chegar ao local, no entanto, a guarnição descobriu que se tratava de um afogamento envolvendo quatro integrantes de uma mesma família, todos naturais de Laguna.

A principal vítima, um homem de 35 anos, apresentava tosse, espuma na boca e no nariz, vômito considerável, fadiga e tontura, sendo classificado com grau 2 de afogamento. Ele foi conduzido ao Hospital de Laguna pela equipe dos bombeiros. As demais vítimas – um menino de sete anos, autista não verbal, uma mulher de 35 anos e uma menina de três anos – foram encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para avaliação médica.

O resgate foi realizado por um bombeiro militar da reserva remunerada que estava na área, com o auxílio de populares e de outro bombeiro que estava de folga e chegou durante a ocorrência para prestar apoio no atendimento. Segundo os bombeiros, apesar de o menino ter ficado submerso por alguns segundos, nenhum dos três apresentou grau de afogamento.

Saiba mais:
Os Molhes da Barra, localizados na foz do canal de Laguna, são conhecidos por suas pedras e correntezas imprevisíveis, o que torna o banho de mar perigoso mesmo em áreas aparentemente tranquilas. A ausência de guarda-vidas no local no momento do acidente reacende o debate sobre a extensão do monitoramento em pontos críticos do litoral catarinense, especialmente no verão, quando o fluxo de banhistas aumenta significativamente. Especialistas em segurança aquática alertam que a sinalização por si só não é suficiente para prevenir afogamentos, sendo indispensável a presença de salva-vidas treinados. O Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que banhistas optem sempre por praias guarnecidas e respeitem as bandeiras de advertência, evitando locais com correntezas fortes mesmo que aparentem calmaria.

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