Publicado em: 10 de janeiro de 2026
Operação durante evento musical no Mar Grosso reacende debate sobre método de remoção e proteção ao patrimônio.
A Polícia Militar coordenou uma operação para remover veículos estacionados de forma irregular no entorno do Porto de Laguna, local que sediou um evento musical neste sábado, 10. A ação, que chamou a atenção pelo método utilizado, contou com o uso de uma empilhadeira para deslocar os automóveis infratores.
A intervenção tem amparo legal no artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que define as infrações relacionadas ao estacionamento. A PM atua na coordenação da ação de fiscalização, garantindo a segurança e a aplicação da lei durante o procedimento.
Contudo, a corporação já esclareceu anteriormente que a técnica operacional de remoção, ou seja, a maneira como os carros são efetivamente retirados, não é de sua responsabilidade direta. Segundo a PM, a execução cabe à empresa terceirizada contratada para o serviço, que deve realizá-lo com critério de proteção ao patrimônio.
Saiba mais:
O uso de métodos não convencionais, como empilhadeiras, para remoção de veículos é um tema recorrente e polêmico no Brasil. Em outras cidades, já foram registradas ações semelhantes, frequentemente gerando discussões sobre a proporcionalidade e os danos aos bens dos cidadãos. A legislação de trânsito prioriza a liberação do espaço público, mas a interpretação do “critério de proteção ao patrimônio” mencionado pela PM muitas vezes fica a cargo das empresas executoras, sem um protocolo nacional padronizado. Historicamente, conflitos entre a necessidade de desobstruir vias rapidamente durante grandes eventos e a preservação dos veículos removidos têm resultado em debates judiciais e na revisão de contratos de reboque em diversas prefeituras.