Publicado em: 31 de dezembro de 2025
Caso de quatro homens em São José pode estar ligado a suposta identificação equivocada com integrantes do PCC, segundo apurações preliminares.
O desaparecimento de quatro jovens na Grande Florianópolis, no último dia 28 de dezembro, é investigado sob a possibilidade de que tenham sido confundidos com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A linha de apuração, ainda não confirmada oficialmente, surge em meio às buscas pelos homens, que sumiram sem deixar rastros em São José.
Os desaparecidos são Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, ambos de 28 anos, Guilherme Macedo de Almeida, 20, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19. Familiares negam qualquer vínculo dos jovens com o crime, afirmando que estavam no estado para trabalhar e não possuem antecedentes policiais. Eles contestam que gestos em fotos ou tatuagens possam ser tomados como prova de envolvimento criminoso.
A última vez que os jovens foram vistos foi em câmeras de segurança, caminhando em frente ao prédio onde moravam, após um convite para um bar no Centro de Florianópolis. O imóvel foi encontrado aberto e, desde então, não houve mais contato. A Polícia Civil mobilizou o SOS Desaparecidos e setores de inteligência para esclarecer as circunstâncias do caso e localizar o grupo.
Saiba mais:
A possível motivação do caso reflete uma disputa criminosa enraizada em Santa Catarina. O estado, rota estratégica para o tráfico internacional, é palco de uma violenta rivalidade entre o PCC, facção de origem paulista, e grupos locais como o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Investigadores apontam que essa guerra pelo controle de rotas e pontos de venda tem resultado em execuções e desaparecimentos forçados. As vítimas são frequentemente identificadas com base em critérios superficiais, como tatuagens, gestos ou sua origem geográfica, o que pode levar a casos de confusão identitária com consequências fatais.

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