De policial a paciente: a vida interrompida por um tiro de fuzil

Publicado em: 8 de janeiro de 2026

De policial a paciente: a vida interrompida por um tiro de fuzil

Cinco anos após o maior assalto a banco de Santa Catarina, um soldado da PM vive em estado vegetativo, e sua mãe dedica a vida aos seus cuidados.

Na virada de novembro para dezembro de 2020, o soldado Jeferson Esmeraldino foi baleado durante o massivo assalto ao Banco do Brasil em Criciúma. O tiro de fuzil atravessou seu colete, causando múltiplas lesões internas. O que era para ser uma noite de trabalho rotineira transformou-se no início de uma longa batalha pela sobrevivência, marcada por dezenas de cirurgias e transfusões de sangue.

Após uma parada cardiorrespiratória, Esmeraldino sofreu graves sequelas neurológicas que o deixaram em estado vegetativo permanente. Sua mãe, Sandra Nunes, técnica de enfermagem, abandonou sua carreira para cuidar do filho em tempo integral. “De repente, teu filho sai para trabalhar e volta um bebê para cuidar”, descreve ela, que transformou a casa em uma unidade de terapia intensiva particular, com custos que superam o apoio financeiro do estado.

A rotina é de vigilância constante, com aspirações, monitoramento e uma equipe de home care. Sandra enfrentou pânico e depressão, mas encontrou força na necessidade do filho. “Sou muito grata a Deus por ter me dado essa honra de ter ele de volta”, afirma. Ela mantém um diálogo unilateral, buscando pequenas respostas em um piscar de olhos ou um aperto de mão, encarando cada dia como uma vitória.

Saiba mais:
O assalto a Criciúma, considerado o maior da história catarinense, foi um crime de alta complexidade, planejado por mais de um ano com suposto envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em novembro de 2024, 17 pessoas foram condenadas, com penas entre 9 e 50 anos de prisão. Os criminosos, que totalizavam cerca de 30 indivíduos, usaram dez carros de luxo, sitiaram a cidade, atacaram o batalhão da PM e bloquearam vias com incêndios, levando aproximadamente R$ 125 milhões. O caso ganhou repercussão internacional e mudou os protocolos de segurança para esse tipo de instituição financeira no país.

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