Publicado em: 24 de janeiro de 2026
Medidas de prevenção e informação direta ao público já reduziram arrastamentos em mais de 40% nesta temporada.


Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) confirmam que a maioria dos afogamentos no mar está associada às correntes de retorno. Esses canais de água, que fluem com força do litoral para o mar aberto, são invisíveis à primeira vista e podem arrastar um banhista em segundos.
A Operação Estação Verão registrou, de 15 de dezembro a 18 de janeiro, 1.289 arrastamentos por corrente de retorno e 42 afogamentos com recuperação em praias. Comparado ao período anterior, houve uma redução de aproximadamente 41% nos arrastamentos, resultado atribuído ao reforço na sinalização, prevenção e orientação direta aos banhistas.
A recomendação dos bombeiros em caso de ser pego por uma corrente é clara: não nade contra a força da água. O banhista deve acenar por ajuda, flutuar para economizar energia ou nadar paralelamente à praia até sair do corredor de corrente. Crianças exigem supervisão constante, pois mesmo correntes fracas podem arrastá-las.
Saiba mais:
As correntes de retorno são um fenômeno global e uma das principais causas de resgates em praias no mundo todo. Estudos oceanográficos indicam que elas se formam com mais intensidade após a quebra de ondas, quando a água acumulada na areia busca um caminho de menor resistência para retornar ao mar, criando um fluxo rápido e concentrado. No Brasil, além de Santa Catarina, estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo também registram altos índices de incidentes relacionados a esse fenômeno, especialmente em praias oceânicas com ondulação mais forte. A conscientização e a identificação visual – geralmente como uma faixa de água mais lisa, descolorida ou com espuma se afastando da costa – são as ferramentas mais eficazes para prevenção.

12 de setembro de 2025