Ciclone em formação coloca Sul de SC em alerta máximo com chuvas intensas

Publicado em: 30 de janeiro de 2026

Ciclone em formação coloca Sul de SC em alerta máximo com chuvas intensas

Sistema de baixa pressão trará até 100 mm de precipitação, temporais severos e risco de enxurradas na região


O Sul catarinense enfrenta nesta sexta-feira (30) condições meteorológicas extremamente adversas com a formação de um ciclone extratropical no litoral. A região, que compreende cidades como Criciúma, Tubarão, Laguna e São Joaquim, está sob alerta máximo da Defesa Civil devido à concentração das chuvas mais intensas provenientes do sistema de baixa pressão. A influência direta do ciclone em formação faz com que o Sul do Estado seja a área mais vulnerável neste momento, com previsão de precipitações que podem superar os 80 milímetros em poucas horas, provocando rápido acúmulo de água em áreas urbanas e rurais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo — o nível mais grave da escala — especificamente para o litoral Sul de Santa Catarina, incluindo as cidades de Laguna, Imbituba e Garopaba, onde as chuvas podem atingir 100 milímetros em 24 horas. O risco de deslizamentos de terra é particularmente elevado nas encostas da Serra do Mar, enquanto o planalto Sul, com sua topografia montanhosa, enfrenta ameaça de enxurradas e alagamentos repentinos. A Defesa Civil da região Sul mantém equipes em prontidão nas cidades mais críticas, especialmente em Tubarão e Criciúma, históricamente atingidas por enchentes devastadoras.

O dia na região Sul começa com temperaturas entre 14°C e 18°C, com sensação de abafamento que precede a chegada das tempestades. O vento sul, característico da formação do ciclone, deve atingir rajadas de até 60 km/h no litoral, elevando o estado do mar e dificultando atividades pesqueiras e navegação. A população do Sul catarinense deve evitar deslocamentos desnecessários, afastar-se de áreas de encosta e manter-se atenta a sirenes de alerta, particularmente nos municípios do vale do Rio Tubarão, onde o volume de águas pluviais tende a se acumular rapidamente.

Saiba mais:
A região Sul de Santa Catarina possui histórico marcado por eventos climáticos extremos que causaram destruição e perdas humanas significativas. Em 27 e 28 de março de 2004, o Furacão Catarina — primeiro e único furacão registrado no Atlântico Sul — atingiu com violência o litoral entre Passo de Torres e Balneário Gaivota, deixando 11 mortos, 26.443 desabrigados e prejuízos de R$ 850 milhões. Anteriormente, em 24 de março de 1974, Tubarão sofreu sua maior tragédia do século XX quando o Rio Tubarão subiu 10,22 metros após chuvas intensas, causando 199 mortes e desabrigando 65 mil pessoas. Mais recentemente, em 16 de outubro de 2016, um vendaval com rajadas de 156 km/h destruiu Tubarão, resultando em uma morte e 21 feridos. Em maio de 2022, o ciclone subtropical Yakecan trouxe ventos de até 107 km/h para o Sul catarinense, causando neve nas serras pela primeira vez em 15 anos. Nos últimos anos, a frequência de ciclones extratropicais tem aumentado na região Sul do Brasil, com eventos severos em junho e setembro de 2023 causando dezenas de mortes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, alertando especialistas sobre os impactos das mudanças climáticas no padrão de tempestades do Atlântico Sul.

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