Casal de Orleans recebe bênção de três papas ao longo de 60 anos de matrimônio

Publicado em: 15 de fevereiro de 2026

Casal de Orleans recebe bênção de três papas ao longo de 60 anos de matrimônio

Antonio e Maria Teza de Lorenzi construíram a família no interior, superaram dificuldades no campo e celebraram as bodas com mensagens enviadas pelo Vaticano

Moradores do interior de Orleans, Antonio e Maria Teza de Lorenzi colecionam um feito raro: ao longo de seis décadas de casamento, receberam a bênção de três papas diferentes. A primeira foi concedida por João Paulo II em 1990, pelas bodas de prata. A mais recente chegou em janeiro de 2026, diretamente do Papa Leão XIV, para celebrar os 60 anos de união.

A história do casal começou em 22 de janeiro de 1966, em uma casa simples na comunidade de Palmeiras do Meio. Durante os primeiros 15 anos, viveram sem energia elétrica, sustentando a família com o trabalho na roça. A rotina de dificuldades incluiu um grave acidente com Antonio, que perdeu os movimentos dos dedos da mão direita ao trocar a correia de um raspador de mandioca. Mesmo com a limitação, ele nunca deixou o campo.

Maria também enfrentou desafios de saúde. Durante a gestação do quinto filho, uma úlcera varicosa na perna, causada por problemas de circulação, passou a exigir tratamento que perdura até hoje. Apesar das adversidades, o casal diversificou a produção: começaram derrubando mata para plantar mandioca, depois investiram no fumo, no feijão, em um aviário e, atualmente, trabalham com gado de corte e suínos.

As bênçãos papais, emolduradas e expostas na casa da família, simbolizam a trajetória de fé. Além da mensagem de João Paulo II em 1990, o casal foi agraciado pelo Papa Francisco nas bodas de ouro, em 2016, e agora por Leão XIV. Para os sete filhos, cada celebração é uma oportunidade de renovar os votos e reforçar o exemplo de união, respeito e perseverança deixado pelos pais.

Saiba mais:
A tradição de enviar bênçãos papais a casais em datas marcantes foi formalizada no século XIX, mas ganhou os contornos atuais durante o pontificado de São João Paulo II. O pedido é feito por meio das dioceses locais, que encaminham a solicitação ao Vaticano. No caso de Orleans, a paróquia local intermediou os contatos ao longo das décadas, permitindo que o casal fosse agraciado por três pontífices distintos. O feito é raro não apenas pela longevidade do matrimônio, mas pela coincidência histórica de testemunharem três papas diferentes em momentos celebrativos. Leão XIV, eleito em 2025, deu sequência à prática de responder pessoalmente a pedidos de bênção para bodas de ouro e diamante, mantendo viva uma tradição que conecta o cotidiano das famílias católicas à história da Igreja.

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