Publicado em: 3 de janeiro de 2026
Advogada histórica do chavismo e ex-presidente do Parlamento, “primeira combatente” foi alvo de sanções internacionais.
Cilia Flores, a poderosa primeira-dama e esposa de Nicolás Maduro, foi capturada junto com o presidente venezuelano neste sábado (3), após uma operação militar dos Estados Unidos no país. Chamada de “primeira combatente” dentro do chavismo, ela é considerada uma das figuras mais influentes do regime.
Advogada de formação, sua trajetória política está intrinsecamente ligada à de Hugo Chávez, tendo integrado sua equipe jurídica nos anos 1990. Eleita deputada, tornou-se a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, entre 2006 e 2011, antes de assumir o cargo de procuradora-geral. Cilia oficializou a união com Maduro em 2013, pouco depois da morte de Chávez e da ascensão do marido à Presidência.
Sua influência a tornou alvo de sanções dos Estados Unidos e do Canadá. A família também esteve no centro de polêmicas internacionais, como a prisão de dois de seus sobrinhos nos EUA por tráfico de drogas em 2015, posteriormente libertados em uma troca de prisioneiros em 2022. Após a captura do casal, o ex-presidente americano Donald Trump afirmou que Maduro será levado para os EUA para julgamento por narcoterrorismo.
Saiba mais:
A trajetória de Cilia Flores é um reflexo da consolidação do chavismo. Nascida em 1956 no estado de Bolívar, sua atuação como defensora de Chávez após a tentativa de golpe de 1992 a projetou na vida pública. Além de ser a primeira mulher a comandar o Parlamento venezuelano, seu papel como procuradora-geral foi crucial para alinhar o sistema de Justiça ao governo Maduro, gerando críticas de organismos internacionais sobre a independência judicial. Sua influência persistente, por décadas, a tornou um pilar fundamental na estrutura de poder do país.