Caminhoneiros dão prazo até 16h para Lula assinar MP e ameaçam parar o Brasil

Publicado em: 19 de março de 2026

Caminhoneiros dão prazo até 16h para Lula assinar MP e ameaçam parar o Brasil

Categoria entra em estado de greve e aguarda assinatura de medida provisória que atualiza tabela do frete; presidente da ANTC afirma que, sem definição, “vamos parar o Brasil inteiro”

Caminhoneiros de diversas regiões do país entraram em estado de greve nesta quarta-feira (18) e ameaçam deflagrar uma paralisação nacional caso o governo federal não oficialize, até as 16h, a atualização da tabela do piso mínimo do frete. A informação foi confirmada ao Portal 4oito pelo presidente da Agência Nacional de Transportes de Carga (ANTC), Joel Valmir. “Vamos ter uma assembleia e estamos aguardando se o Lula vai assinar aquela medida. Se ele assinar, a gente continua trabalhando. Caso contrário, vamos parar o Brasil inteiro”, afirmou.

O principal motor da mobilização é o aumento acumulado no preço do diesel, que, segundo a categoria, não foi acompanhado pela tabela do piso mínimo do frete, tornando a operação inviável. Joel Valmir explicou que a nova tabela já foi discutida com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e reajustada em 13%, dependendo apenas da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor. A expectativa é de adesão total da categoria caso a medida não seja formalizada.

Apesar do tom de pressão, a orientação da entidade é para que não haja bloqueio de rodovias, após alertas de órgãos de fiscalização sobre a proibição de interdições. A recomendação é que os motoristas parem os veículos em casa ou em estacionamentos. O representante também pediu apoio da população, alertando que o custo do diesel e a defasagem do frete acabam refletindo no preço final dos produtos, impactando o bolso do consumidor.

Saiba mais:
A ameaça de paralisação evoca o cenário de 2018, quando uma greve de dez dias da categoria paralisou o país, causando desabastecimento generalizado e queda de 1,2 ponto percentual no PIB. Na ocasião, o governo federal criou a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (Lei 13.703/2018), que estabeleceu o mecanismo do “gatilho do diesel”: a tabela do frete deve ser reajustada sempre que o preço do combustível variar mais de 5%. Foi esse gatilho que, acionado pela alta recente do diesel para uma média de R$ 6,89, levou a ANTT a publicar, em 13 de março de 2026, uma atualização extraordinária da tabela com reajustes médios de 6,10%. Entretanto, a categoria alega que a nova tabela, embora tecnicamente pronta, precisa ser formalizada por medida provisória para ter efeito prático e ser cumprida na ponta, em meio a um contexto de tensões geopolíticas que elevaram o preço do petróleo.

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