Publicado em: 16 de março de 2026
Ex-senador diz que indicará nome do partido para disputar o governo e cita três opções
Em entrevista à Rádio Som Maior nesta segunda-feira (16), o ex-senador Jorge Bornhausen afirmou que indicará um nome do PSD para concorrer ao governo de Santa Catarina até quarta-feira (18). O atual pré-candidato, prefeito de Chapecó, João Rodrigues, foi excluído da lista. Bornhausen citou três opções: Júlio Garcia, Napoleão Bernardes e Raimundo Colombo.
Além disso, Bornhausen deve pedir a retirada da pauta da expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, durante a reunião da executiva do partido na quarta-feira. Topázio enfrenta a possibilidade de expulsão por declarar apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL), contrariando o projeto do PSD. Bornhausen justificou que Topázio agiu conforme orientação do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Apesar do impasse interno, Bornhausen manteve respeito por João Rodrigues, reconhecendo sua capacidade administrativa. Na última sexta-feira (13), o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, havia confirmado a permanência de Rodrigues na disputa, mas a nova movimentação de Bornhausen pode mudar os rumos da eleição.
Saiba mais:
Jorge Bornhausen, de 89 anos, é uma das principais lideranças políticas de Santa Catarina, com passagens pelo senado e pelo governo do estado. Membro influente do PSD, ele exerce grande peso nas decisões partidárias. A exclusão de João Rodrigues, prefeito de Chapecó, reflete as tensões internas no partido, que busca unidade para as eleições de 2026. Rodrigues, conhecido por sua gestão à frente de Chapecó, enfrenta resistência de setores do partido. Enquanto isso, os nomes cotados – Júlio Garcia, ex-deputado; Napoleão Bernardes, ex-prefeito de Blumenau; e Raimundo Colombo, ex-governador – representam diferentes alas do PSD. A decisão de Bornhausen pode reconfigurar o cenário político catarinense, onde o atual governador Jorginho Mello (PL) busca a reeleição. A expulsão de Topázio Neto, evitada por intervenção de Bornhausen, também mostra a complexidade das alianças. O PSD tenta equilibrar lealdades internas enquanto projeta seus candidatos para 2026, em um contexto de disputa acirrada pela sucessão estadual.

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