Autônomos lideram ranking de jornada mais longa no Brasil, com 45 horas semanais

Publicado em: 14 de maio de 2026

Autônomos lideram ranking de jornada mais longa no Brasil, com 45 horas semanais

Trabalhadores por conta própria superam em 5,4 horas a carga dos empregados, que têm média de 39,6 horas

Os trabalhadores por conta própria são os que enfrentam as maiores jornadas de trabalho no país, com média de 45 horas por semana, segundo dados do primeiro trimestre de 2026 da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE. O número supera em mais de cinco horas a carga dos empregados do setor público e privado, cuja média ficou em 39,6 horas semanais. Enquanto isso, os empregadores registraram jornada de 37,6 horas.

A pesquisa mostra que o Brasil tem 25,9 milhões de autônomos, o que representa 25,5% da população ocupada. Entre as categorias analisadas, o trabalhador auxiliar familiar (que ajuda sem receber pagamento) tem a menor jornada, com 28,8 horas por semana. O analista do IBGE, William Kratochwill, explica que a proteção trabalhista, como os limites da CLT (44 horas semanais), impede que empregados ultrapassem a média legal, mas o autônomo “pode trabalhar 24 horas por dia, não há nada que o impeça”.

Enquanto o país debate a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso), os dados acendem um alerta para a realidade dos trabalhadores por conta própria. Tramitam no Congresso duas PECs e um projeto de lei do governo sobre o tema, e na última quarta-feira (13), governo e Câmara fecharam acordo para aprovar a escala 5×2.

Saiba mais:
A pesquisa também revela que a média geral de todos os ocupados no país – incluindo empregados, autônomos, empregadores e trabalhadores auxiliares – ficou em 39,2 horas semanais. Isso significa que os autônomos trabalham, em média, 5,8 horas a mais que a média nacional. O dado é relevante porque, diferentemente dos empregados com carteira assinada, esse grupo não tem limite legal de jornada nem direito a horas extras, o que ajuda a explicar por que a categoria mais vulnerável do ponto de vista previdenciário é também a que mais se sobrecarrega.

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