Publicado em: 26 de maio de 2026
Presidente do Sindicato dos Ceramistas de Criciúma afirma que empresa concentrará produção em São Paulo; Dexco nega e diz manter atividades no Sul de SC.
Após o anúncio do fechamento da unidade de Urussanga pela Dexco, o presidente do Sindicato dos Ceramistas de Criciúma, Itaci de Sá, afirmou que a unidade da Portinari, em Criciúma, será a próxima a fechar. Ele alega que a empresa pretende concentrar toda a produção na nova fábrica de Botucatu, no interior de São Paulo.
Segundo Sá, a Dexco já fechou duas das quatro unidades fabris que comprou na região: a antiga Cerâmica Eldorado, em 2023, e agora a de Urussanga. A estratégia do grupo, diz o sindicalista, é adquirir marcas tradicionais como Ceusa e Portinari e depois transferir a produção para São Paulo, onde fica o escritório da Itaúsa, controladora da Dexco.
A Dexco negou a previsão de fechamento em nota oficial, afirmando que segue comprometida com a operação em Santa Catarina e que manterá a unidade de Criciúma em atividade. No entanto, Sá revela que os trabalhadores estão desanimados e cientes de que “o tempo de trabalho aqui é curto”. A empresa pertence ao Grupo Itaúsa e detém marcas como Deca, Hydra e Duratex.
Saiba mais:
Desde que adquiriu as operações cerâmicas do Grupo Portinari, em 2021, a Dexco já eliminou mais de 1,2 mil postos de trabalho em Santa Catarina, segundo estimativas do sindicato. A nova unidade de Botucatu, inaugurada em 2024, tem capacidade produtiva de 12 milhões de metros quadrados por ano — suficiente para suprir a demanda de todas as marcas adquiridas. O fechamento da unidade de Criciúma, que emprega cerca de 800 funcionários, afetaria profundamente o polo cerâmico da região Sul catarinense, que já enfrenta uma crise de consolidação e migração de investimentos para outros estados.

30 de janeiro de 2025