Publicado em: 23 de janeiro de 2026


Comissão técnica e regulamento específico garantem a organização do evento marcado para 7 de fevereiro, que reúne cinco agremiações na avenida.
Nos barracões de Laguna, o clima é de trabalho intenso e grande expectativa. Após 13 anos sem desfiles oficiais, a cidade se prepara para receber novamente o espetáculo das escolas de samba no próximo dia 7 de fevereiro. Fantasias e alegorias estão sendo finalizadas, enquanto os ensaios correm a todo vapor para resgatar a tradição carnavalesca local.
Cinco agremiações desfilarão, cada uma com seu enredo. Na ordem oficial, os Democratas reeditam “Ficam suas apostas, o jogo vai começar!”, de 2011. A Xavante celebra “Oito décadas de história, memórias e glória”. A Brinca Quem Pode homenageia Oyá com “O raio no céu vem anunciar…”. A Vila Isabel canta “Pedro Raimundo, o Catarinense mais Gaúcho do Brasil”. Por fim, a Mocidade Independente leva à avenida “Ayangalu, o Orixá que fala no batuque do tambor”.
O desfile será regido por um regulamento específico, com tempo de apresentação entre 50 e 60 minutos por escola. Um corpo de 18 jurados avaliará nove quesitos, como bateria, samba-enredo, harmonia e alegorias. A presidente da Mocidade Independente, Fátima Regina Marçal, resume o sentimento geral: “É uma emoção muito grande poder colocar o desfile de volta na avenida. Estamos trabalhando incansavelmente, com muito amor e dedicação”.
Saiba mais:
O carnaval de rua de Laguna possui raízes históricas profundas, remontando ao entrudo do século XIX e aos cordões e ranchos do início do século XX. A organização em escolas de samba, porém, ganhou força a partir dos anos 1970, refletindo a influência do modelo carioca. O longo hiato de 13 anos nos desfiles oficiais foi causado por uma combinação de fatores, incluindo dificuldades de financiamento, questões de infraestrutura na avenida e a necessidade de reestruturação interna das agremiações. O retorno em 2026 simboliza não apenas um resgate cultural, mas também um esforço coletivo da prefeitura, da fundação de cultura e das escolas, através da LIESLA, para reativar um importante motor turístico e de identidade local.

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