Publicado em: 26 de outubro de 2026
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o piloto do balão de ar quente que caiu em Praia Grande, no Extremo-Sul catarinense, em junho de 2025. Ele responderá por homicídio culposo e lesão corporal culposa. O acidente deixou oito pessoas mortas e outras três feridas. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (26), na Vara Única da comarca de Santa Rosa do Sul.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicita que o piloto pague indenizações por danos morais aos sobreviventes e aos familiares das vítimas fatais. Ele também era sócio-administrador da empresa responsável pelo passeio.
Conforme a investigação do MPSC, o acidente teria sido provocado por uma sequência de falhas de segurança. Entre os pontos destacados estão a instalação de um equipamento adicional de chama no cesto do balão, a falta de uma verificação adequada antes da decolagem e possíveis falhas nas medidas adotadas após o início do incêndio.
De acordo com a denúncia, a queda de uma mala de bordo teria acionado a centelha de um equipamento conectado a um frasco de gás MAPP. A ignição teria atingido a capa de um cilindro de propano, dando início ao fogo.
O documento também aponta que, após o balão tocar o solo, o piloto teria saltado do cesto e soltado a fita de controle, enquanto a abertura superior permanecia fechada. Com isso, a aeronave voltou a subir descontroladamente, ainda em chamas e com oito ocupantes a bordo. Quatro passageiros morreram após saltarem na tentativa de escapar, enquanto os outros quatro morreram carbonizados.
A denúncia foi fundamentada em depoimentos de mais de 20 pessoas e em um laudo técnico complementar elaborado pela Polícia Científica, concluído em setembro de 2026. A Polícia Civil havia encerrado o inquérito em outubro de 2025 sem indiciar suspeitos, mas o Ministério Público solicitou diligências adicionais antes de apresentar a denúncia.