Publicado em: 22 de maio de 2026
Pesca artesanal já soma mais de 212 toneladas; estado lidera atividade no país e projeta safra histórica com cota 20% maior que em 2025
Os primeiros dias da temporada da tainha em Santa Catarina já colocam o estado no centro da pesca artesanal brasileira. Dados oficiais do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) indicam que o volume capturado ultrapassou a marca de 212 toneladas, sendo 81,9 toneladas oriundas da modalidade de arrasto de praia e 130,93 toneladas do emalhe anilhado. O balanço é atualizado diariamente pela plataforma PesqBrasil, do governo federal.
A movimentação vai além dos números. A safra mobiliza comunidades de norte a sul do litoral catarinense, movimentando o turismo, a gastronomia e o comércio local. De acordo com o secretário da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Fabiano Müller Silva, a atividade garante o sustento de centenas de famílias e preserva uma tradição que transforma a pesca em verdadeira festa nos ranchos de arrasto de praia.
O desempenho inicial da safra reflete não apenas o peso econômico do setor, mas também o compromisso dos pescadores artesanais com a legalidade e a sustentabilidade. Para 2026, o MPA autorizou 419 embarcações de arrasto de praia e 129 de emalhe anilhado, com cota total ampliada em 20% em relação ao ano anterior, após avaliação do estoque da espécie Mugil liza.
Saiba mais:
A pesca da tainha é patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina, com raízes que remontam aos colonizadores açorianos no século XVIII. O estado responde por cerca de 80% de toda a pesca da espécie no Brasil. Para esta safra, o limite total de captura da tainha foi fixado em 8.168 toneladas, com distribuição de cotas específicas: 1.332 toneladas para o arrasto de praia e 1.094 toneladas para o emalhe anilhado. Além do aumento da cota, a temporada de 2026 trouxe inovações no monitoramento, como o rastreamento por satélite das embarcações. As regras estabelecidas pelos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente incluem medidas de registro e controle para garantir a sustentabilidade da atividade.