Javalis devastam lavouras em Urussanga e deixam produtores em alerta

Publicado em: 6 de maio de 2026

Javalis devastam lavouras em Urussanga e deixam produtores em alerta

Espécie invasora destrói plantações de milho, aipim e até nascentes de água; prefeitura auxilia na colheita antecipada

Produtores rurais de Urussanga enfrentam prejuízos crescentes devido à ação de javalis, que vêm sendo registrados com maior frequência no interior do município. As localidades mais afetadas são Santaninha, Rio Carvão e Coxia Rica, e os ataques têm se intensificado nos últimos dias.

De acordo com o secretário de Agricultura, Genevalso Cardoso, o “Vardinho”, um dos casos mais recentes ocorreu na comunidade de Santaninha, onde o agricultor Márcio Maccari precisou antecipar a colheita do milho destinado à silagem após ataques constantes. A área foi completamente revirada, com danos também às plantações de aipim e batata. A secretaria está auxiliando na colheita para evitar mais prejuízos.

O secretário reforça que há dificuldade em registrar imagens dos animais, pois eles fogem rapidamente ao perceberem a presença humana. Ele também diferencia os danos causados pelos javalis dos provocados por capivaras: “A capivara rói o milho, mas o javali arranca a planta, revira o solo, destrói tudo. Dá para ver que parece que a terra foi lavrada”. A caça ao javali é permitida no Brasil, mas segue regras específicas e exige registro e autorização conforme a legislação ambiental.

Saiba mais:
O javali (Sus scrofa) é uma espécie nativa da Europa, Ásia e norte da África, introduzida no Brasil para criação comercial na década de 1990, principalmente na região Sul. Classificado como uma das cem piores espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o animal tem reprodução acelerada — uma fêmea pode gerar até oito filhotes por cria, duas a três vezes por ano — e não encontra predadores naturais no país. Em Santa Catarina, a população já é expressiva e causa danos crescentes a lavouras, nascentes e áreas de preservação. Autoridades estaduais, como a Cidasc, orientam produtores sobre os procedimentos legais para o controle da espécie, que incluem a caça autorizada. A destruição de nascentes relatada em Urussanga é um dos impactos mais preocupantes, pois compromete a disponibilidade de água para o próprio consumo humano e animal.

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