Publicado em: 5 de maio de 2026
Em sete meses, monitoramento integrado na Central de Emergências já exigiu mais de 800 intervenções da PM e garantiu respostas ágeis.



Desde 2025, a Polícia Penal passou a atuar de forma permanente na Central de Emergências de Santa Catarina, integrando-se à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros, ao Samu e à Polícia Civil. O objetivo é garantir respostas rápidas e coordenadas a descumprimentos de medidas protetivas em casos de violência doméstica e sexual.
O trabalho foca no monitoramento de pessoas com tornozeleira eletrônica. Assim que o policial penal detecta a entrada do agressor em área proibida — como a proximidade da casa da vítima —, ordena a retirada imediata. Se descumprida, a Polícia Militar é acionada instantaneamente para abordagem no local e, quando confirmada a violação, o indivíduo é levado à delegacia.
Em apenas sete meses, mais de 800 ocorrências exigiram intervenção da Polícia Militar — média de quase quatro por dia. Atualmente, a unidade fiscaliza mais de 560 pessoas monitoradas por violência doméstica e outras 90 por crimes sexuais. O monitoramento é ininterrupto, com atuação presencial na Central durante o dia e remota pela Unidade de Monitoramento Eletrônico à noite.
Saiba mais:
A iniciativa integra o Programa Catarinas Por Elas, política pública estadual que fortalece a rede de enfrentamento à violência contra a mulher em Santa Catarina. Além do monitoramento eletrônico, o programa envolve ações de capacitação de agentes, campanhas educativas e articulação entre os poderes Judiciário, Executivo e Ministério Público. O uso de tecnologia para proteção de vítimas em tempo real é uma das estratégias prioritárias do governo catarinense, colocando a segurança das mulheres no centro das decisões operacionais.