Abertura da temporada da pesca da tainha movimenta Laguna e toda a região sul de SC

Publicado em: 1 de maio de 2026

Abertura da temporada da pesca da tainha movimenta Laguna e toda a região sul de SC

Com botos que ajudam a pescar e arrasto manual na praia, tradição centenária une cultura, turismo e sustento de famílias no litoral catarinense.

Neste 1º de maio, iniciou oficialmente em Laguna a temporada da pesca da tainha, uma das mais aguardadas do ano para pescadores e comunidades do sul de Santa Catarina. Mais do que fonte de renda, a atividade representa uma tradição centenária que movimenta a cultura, o turismo e a identidade do município. A expectativa, agora, é pelos cardumes, que dependem do clima, do vento e da temperatura da água.

Nos Molhes da Barra, um dos cenários mais emblemáticos da cidade, a pesca ganha um espetáculo à parte com a ajuda dos botos. Eles conduzem os cardumes até as redes e sinalizam o momento exato do lançamento, em uma parceria única entre homem e natureza, reconhecida mundialmente. Já na Prainha do Farol de Santa Marta, a pesca de arrasto mantém vivas as técnicas tradicionais: grupos de pescadores puxam as redes manualmente da areia, em um trabalho coletivo passado de geração em geração.

A pesca da tainha não é só trabalho – é um patrimônio vivo. Em anos bons, ela se torna a principal fonte de renda de muitas famílias, movimentando comerciantes e o turismo local. A tradição segue forte, sustentada pelo conhecimento do mar e pela força da comunidade.

Saiba mais:
A região sul de Santa Catarina concentra as tradicionais pescarias de tainha, que ocorrem anualmente entre maio e agosto, quando os cardumes sobem do Sul do país em direção a águas mais quentes. A Prainha do Farol de Santa Marta é palco de cercos impressionantes: em 2025, pescadores capturaram quase duas toneladas de tainha em uma única puxada de rede. Já em 2020, o primeiro cerco rendeu cerca de 300 quilos do pescado, e em 2019 foram mais de 200 quilos na abertura da temporada. É comum também que milhares de peixes se concentrem em cardumes visíveis da costa, como ocorreu na Praia do Cardoso, na mesma região, quando um navio naufragado atraiu milhares de tainhas, viralizando nas redes sociais. Além da carne, as ovas da tainha são uma iguaria de alto valor comercial, especialmente no mercado externo. Cada fêmea pode desovar até 5 milhões de ovos. No entanto, a pesca predatória em busca das ovas antes da fecundação – produto valorizado em países europeus e asiáticos – tem reduzido o estoque natural do pescado. Em contrapartida, práticas sustentáveis e o cultivo controlado em cativeiro vêm ganhando espaço. A ova pode ser transformada em bottarga, conhecida como o “caviar brasileiro”, uma iguaria que tem conquistado chefs e mercados internacionais, agregando valor à tradição pesqueira local.

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