Publicado em: 22 de abril de 2026
Produção da série “Parques Nacionais” exalta biodiversidade, cânions e o equilíbrio entre preservação e visitação na Serra Catarinense


O Parque Nacional de São Joaquim, unidade de proteção integral criada em 1961, acaba de ganhar as telas em um documentário inédito. A produção, que integra a série “Parques Nacionais”, destaca a importância da conservação da Mata Atlântica e o potencial turístico da região serrana de Santa Catarina.
Com paisagens que vão de imponentes cânions a campos de altitude e matas nebulares, o parque é também um santuário de águas: abriga nascentes que alimentam o Aquífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce da América do Sul. O filme explora ainda a rica fauna e flora do local, onde vivem espécies ameaçadas como o papagaio-charão, a onça-parda e o xaxim gigante.
O documentário foi lançado em abril de 2026, em Urubici, com exibições em escolas e evento na Câmara de Vereadores. Disponível gratuitamente no YouTube, a obra busca sensibilizar o público e incentivar o turismo sustentável, mostrando que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos. O parque abrange ainda os municípios de Bom Jardim da Serra, Grão-Pará, Lauro Müller e também Orleans, que passa a integrar o roteiro de divulgação da unidade.
Saiba mais:
O Parque Nacional de São Joaquim foi o primeiro parque federal criado em Santa Catarina, por meio do Decreto nº 50.922, assinado pelo então presidente Jânio Quadros. Sua área atual é de aproximadamente 49,8 mil hectares, distribuídos pelos municípios de Urubici, Bom Jardim da Serra, Orleans, Grão-Pará e Lauro Müller. O nome da unidade homenageia a cidade de São Joaquim, embora sua sede administrativa esteja em Urubici, já que na época da criação o município de Bom Jardim da Serra ainda pertencia a São Joaquim. O parque protege remanescentes da Mata Atlântica, incluindo florestas com araucárias, formações de altitude e matas nebulares. As altitudes variam de 350 a 1.822 metros, sendo o ponto culminante o Morro da Igreja. Esse pico é conhecido por ter registrado a menor temperatura oficial do Brasil, com -17,8°C, em junho de 1996. O acesso ao local é feito com agendamento prévio no ICMBio. A unidade abriga ainda as nascentes do Rio Pelotas, que contribui para a formação do Aquífero Guarani. A biodiversidade local inclui 962 espécies de plantas vasculares e diversas espécies ameaçadas, como o papagaio-charão, a águia-cinzenta e o xaxim gigante. O plano de manejo do parque foi publicado em 2018, e a visitação é gratuita, com três núcleos principais: Morro da Igreja, Recanto Santa Bárbara e Rio do Bispo. O parque é um dos poucos locais do Brasil com neve frequente no inverno, o que atrai turistas de todo o país entre junho e agosto. Em 2025, a unidade recebeu cerca de 32 mil visitantes, número recorde na última década. O documentário, produzido pela Geeteê Filmes com apoio do ICMBio, estreou em 8 de abril de 2026 e pode ser acessado no canal oficial “Parques Nacionais” no YouTube. A série documental já contemplou outras unidades de conservação brasileiras, como o Parque Nacional da Chapada Diamantina e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, e busca aproximar o público das áreas protegidas do país.