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2 de fevereiro de 2026
Publicado em: 22 de abril de 2026
Com alta de mais de 50% nos fertilizantes, produtores reduzem área e adiam investimentos para a safra 2026/27
O fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de fertilizantes, acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. Cerca de 34% do nitrogênio e da ureia globais vêm do Oriente Médio, e a interrupção no fluxo já provocou uma disparada histórica nos preços dos insumos, que subiram mais de 50%.
O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome e está justamente no período de compras para a safra 2026/27. A combinação de gargalos logísticos, alta no frete e incerteza geopolítica forma uma “tempestade perfeita”, segundo especialistas: custos elevados, risco de desabastecimento e pressão sobre a produção agrícola.
Diante desse cenário, os agricultores já pisam no freio. A tendência é reduzir a área plantada de soja e milho, migrar para culturas menos dependentes de fertilizantes e adotar decisões mais conservadoras. Mesmo que o estreito seja reaberto, o mercado deve permanecer instável nos próximos meses, elevando os custos também com diesel e logística.
Saiba mais:
Em 2019, após ataques a petroleiros no Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz viveu tensão semelhante, com o preço da ureia disparando 40% em duas semanas. Na ocasião, o Brasil conseguiu desviar parte das compras para Rússia e China, mas a atual crise ocorre num momento em que esses países também impõem restrições às exportações de fertilizantes, ampliando o impacto sobre o agro brasileiro.

2 de fevereiro de 2026