Publicado em: 20 de abril de 2026
ScreenshotProfissional não foi acionado para o resgate; ele voltava de outra ocorrência e parou espontaneamente ao ver movimento na rodovia.

O socorrista do Samu não havia sido chamado para atender o grave acidente ocorrido na madrugada deste sábado (18), no km 290 da BR-376, em Mauá da Serra (PR). Ele voltava de uma transferência de paciente quando percebeu a movimentação na pista e parou o veículo para prestar socorro. Ao chegar ao local, uma testemunha o informou que uma das vítimas era seu próprio filho, Natan Pereira da Silva, de 24 anos.
O jovem conduzia um VW/Gol que capotou com cinco ocupantes. Todos foram arremessados para fora do veículo com o impacto. Mesmo abalado, o pai participou dos procedimentos de resgate, mas Natan não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Os outros quatro ocupantes foram socorridos em estado grave; uma das vítimas, após ser lançada para a pista contrária, foi atropelada por dois veículos e corre risco de amputação de uma das pernas.
A pista precisou ser interditada nos dois sentidos por cerca de quatro horas. O sepultamento de Natan ocorreu na manhã deste domingo (19), no Cemitério Municipal de Mauá da Serra. A Polícia Civil do Paraná investiga as circunstâncias do acidente.
Saiba mais:
A BR-376 é uma das rodovias mais perigosas do Paraná, com um trecho de serra que registra alta incidência de capotamentos e colisões. Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, só nos primeiros meses de 2026, o km 290 acumula ao menos quatro acidentes graves com vítimas. Casos como o deste socorrista, embora raros, evidenciam o impacto psicológico extremo a que profissionais de resgate estão sujeitos – estudos apontam que cerca de 30% dos bombeiros e paramédicos desenvolvem sintomas de estresse pós-traumático ao longo da carreira.