Publicado em: 19 de abril de 2026
Paciente com diabetes e em hemodiálise há dois anos recebe órgão em Blumenau após operação de transporte emergencial
A Secretaria de Saúde de Tubarão montou uma força-tarefa na noite de sexta-feira (17) para transportar um morador do bairro São João Margem Esquerda até Blumenau, a cerca de 200 quilômetros de distância. O prazo rigoroso de saída, estipulado até as 21h, era essencial para que o rim compatível não fosse perdido por falta de viabilidade.
O paciente, que realizava hemodiálise três vezes por semana desde março de 2024 e sofreu amputação de um membro inferior em novembro do ano passado devido a complicações do diabetes, contou com a agilidade dos motoristas da rede municipal. Desta vez, coube a Sidnei Iung Júnior conduzir o veículo na viagem decisiva, garantindo que a janela de transporte do órgão fosse cumprida.
De acordo com a secretária interina de Saúde, Patrícia Marcon, a resposta imediata ao chamado do hospital catarinense comprovou o preparo da rede para casos de alta complexidade. A cirurgia foi um sucesso, e o paciente já se recupera bem, com expectativa de retornar a Tubarão em breve, livre das sessões de hemodiálise e com qualidade de vida ampliada.
Saiba mais:
O tempo de isquemia fria – intervalo entre a retirada do rim do doador e o início da circulação no receptor – é fator crítico para o sucesso do transplante. Equipes experientes priorizam janelas de até 12 horas para reduzir riscos de disfunção tardia, embora o órgão possa ser viável por até 24 horas. Blumenau é polo de referência em nefrologia em Santa Catarina. Para pacientes com diabetes e amputação, o transplante renal precoce eleva a sobrevida em cinco anos para cerca de 75% a 85%, enquanto a permanência exclusiva em hemodiálise nesse perfil fica entre 30% e 45%, segundo dados da literatura médica. A agilidade no transporte, portanto, não é apenas logística – é decisão clínica.