Facção de SC libera ‘temporada de caça’ para roubos de celulares, motos e alianças

Publicado em: 15 de abril de 2026

Facção de SC libera ‘temporada de caça’ para roubos de celulares, motos e alianças

Comunicado do Primeiro Grupo Catarinense revoga proibição que vigorava desde 2017; forças de segurança monitoram impacto.

Um comunicado atribuído ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), maior facção criminosa de Santa Catarina, circula desde o último sábado (11) em grupos de WhatsApp. O documento revoga uma proibição interna de roubos a pedestres e furtos de motos de baixa cilindrada que, segundo a organização, estava em vigor desde 2017. Fontes ligadas às forças de segurança do estado confirmaram o teor da mensagem e monitoram atentamente suas possíveis consequências.

No texto, a facção afirma que a medida é uma “iniciativa” para obter contrapartidas do governo estadual, ironizando o discurso oficial de que Santa Catarina é o estado mais seguro do país. A “temporada de caça” autoriza furtos e roubos de celulares, motos de baixa cilindrada, joias e alianças, com a única ressalva de manter a proibição de crimes contra integrantes da própria organização e seus familiares. Segundo fontes da área de segurança, a estratégia busca pressionar o poder público após anos de ações policiais intensificadas.

A reação da facção ocorre em meio a um avanço coordenado das forças de segurança. A Polícia Militar tem intensificado operações e confrontos; a Polícia Civil deflagrou a Operação Dominó 2, com 27 ordens judiciais e a prisão de sete lideranças; e a Polícia Penal dificulta a comunicação de líderes presos. Paralelamente, a facção articula respostas na Justiça para questionar a legalidade das operações, tentando fragilizar a atuação policial por vias legais.

Saiba mais:
Fundado em 2003 na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, o PGC conta com cerca de 10 mil integrantes e atua principalmente no tráfico de drogas, cobrando 10% do valor de assaltos realizados por seus membros. A revogação da proibição, que antes protegia pedestres e trabalhadores, representa uma mudança tática que, segundo especialistas em segurança pública, pode elevar os índices de criminalidade patrimonial no estado. O movimento contrasta com o comunicado emitido pelo rival PCC em dezembro de 2025, que ordenava a suspensão de roubos nas periferias de São Paulo para reduzir a atenção policial.

  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
Compartilhe essa notícia nas redes sociais!
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile