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22 de fevereiro de 2026
Publicado em: 10 de abril de 2026
Com demanda internacional aquecida e oferta restrita de animais, Brasil inicia 2026 com o maior volume já embarcado para o período, impactando diretamente o valor da proteína no país.
O Brasil embarcou 801,9 mil toneladas de carne bovina (considerando todos os produtos) no primeiro trimestre de 2026, volume 18,4% superior ao do mesmo período de 2025, segundo dados da Secex compilados pela Abiec. Somente a carne in natura somou 701,66 mil toneladas, uma alta de 19,7%. Em março, o preço médio da tonelada atingiu US$ 5.814,80, valor 18,7% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior.
O cenário externo favorável sustenta diretamente a valorização do boi gordo no mercado interno. Em abril, o indicador Cepea/Esalq/USP superou os R$ 365 por arroba, o maior nível nominal da série histórica iniciada em 1997, pressionado pela oferta restrita de animais prontos para o abate e pela demanda firme de países como China, Estados Unidos e Chile.
A China segue como principal destino, com aquisição de 325,4 mil toneladas de carne in natura no trimestre, mas sua participação nas exportações totais caiu para 46,4%, o menor nível dos últimos seis anos, indicando uma diversificação consistente do mercado comprador. Países como Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Chile ampliaram suas compras, o que mitiga os efeitos de eventuais restrições comerciais asiáticas.
Saiba mais:
O atual ciclo de alta das exportações de carne bovina brasileira vem de 2025, quando o país atingiu recordes históricos: 3,5 milhões de toneladas embarcadas e receita de US$ 18 bilhões, com crescimento de 20,9% em volume e 40,1% em valor frente a 2024. A China estabeleceu para 2026 uma cota de 1,1 milhão de toneladas para a importação da carne bovina brasileira. No primeiro trimestre, as exportações para o país asiático (in natura) somaram 325,4 mil toneladas, o equivalente a cerca de 30% da cota. O ritmo acelerado indica que o limite pode ser atingido ainda no primeiro semestre. Apesar do alerta, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) aposta na diversificação de mercados para compensar eventuais restrições. Estados Unidos, com déficit interno de oferta, devem seguir como importante comprador, enquanto novos destinos como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul vêm sendo consolidados. Do lado da oferta, o Brasil atravessa uma mudança no ciclo da pecuária. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta queda de 4,5% na produção de carne bovina em 2026 devido à forte participação de fêmeas no abate em 2025 (49,9% do total), o que tende a manter a restrição de animais disponíveis e sustentar os preços em patamares elevados ao longo do ano.

22 de fevereiro de 2026