Silagem de milho garante produtividade e reforça lucratividade na pecuária leiteira de Orleans e região

Publicado em: 2 de abril de 2026

Silagem de milho garante produtividade e reforça lucratividade na pecuária leiteira de Orleans e região

Alimento estratégico eleva qualidade do leite e rentabilidade dos produtores, especialmente com a raça Jersey

No sul de Santa Catarina, especialmente em Orleans, a produção de leite tem se destacado pelo volume, qualidade e eficiência. O uso estratégico da silagem de milho tornou-se base alimentar nas propriedades, impulsionando o desempenho dos rebanhos. Rica em energia e de alta digestibilidade, ela permite melhor aproveitamento nutricional, refletindo diretamente no aumento da produção e na qualidade do leite.

A forte presença da vaca Jersey, reconhecida pelo leite rico em gordura e proteína, faz da nutrição um diferencial competitivo. Em uma região onde o pagamento por sólidos ganha espaço, a silagem de milho garante segurança alimentar mesmo em períodos de estiagem, evitando quedas na produção e assegurando a estabilidade financeira das propriedades.

Produzir a própria silagem reduz a dependência de insumos externos, como ração concentrada, cujo preço é elevado. Com isso, o custo por litro de leite diminui e a margem de lucro aumenta. A região de Orleans, referência na criação de Jersey no Brasil, mostra que o sucesso da atividade leiteira passa por planejamento, manejo e investimento em alimentação de qualidade.

Saiba mais:
A silagem de milho é uma técnica milenar de conservação de forragem, mas ganhou escala no Brasil a partir da década de 1970, com a modernização da pecuária leiteira. Em Santa Catarina, o Vale do Tubarão – onde Orleans está inserida – responde por uma das maiores densidades de vacas Jersey por hectare do país, segundo a Epagri. Estudos da Embrapa indicam que o uso de silagem de milho de alta qualidade pode elevar a produção de leite em até 25% em comparação com dietas exclusivas de pasto, especialmente no inverno. Além disso, o leite de vacas alimentadas com silagem bem manejada apresenta teores médios de gordura entre 4,5% e 5%, e proteína acima de 3,6%, valores premium no mercado atual. Dados do IBGE mostram que Orleans figura entre os dez municípios catarinenses com maior produtividade por animal, alcançando médias de 25 litros/dia por vaca Jersey em sistemas intensivos. A silagem também reduz a emissão de metano entérico por litro de leite, contribuindo para a sustentabilidade da atividade. Especialistas recomendam a análise de solo e a escolha de híbridos de milho específicos para silagem, com ciclo entre 110 e 120 dias, para maximizar o rendimento energético. Em 2023 a produção catarinense de silagem de milho ultrapassou 4 milhões de toneladas, consolidando o estado como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Paraná e Rio Grande do Sul.

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