
Desfile de Natal em Forquilhinha, Encanta a Comunidade com Magia e Espírito Natalino
16 de dezembro de 2024
Publicado em: 29 de março de 2026
Conhecido oficialmente como “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, o dia une duas tradições litúrgicas antigas: a aclamação de Jesus pela multidão e a leitura de sua Paixão



Celebrado neste domingo (29), o Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa para os católicos e recorda dois momentos centrais da fé cristã: a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e o início do caminho que o levaria à crucificação. A data une duas tradições antigas da Igreja: a memória da chegada do Messias à cidade, recebido com ramos e aclamações, e a proclamação da Paixão, que narra os eventos que culminaram em sua morte.
Durante as celebrações, os fiéis participam de procissões carregando ramos abençoados, gesto que simboliza a recepção feita a Jesus em Jerusalém e marca o começo de um período de profunda reflexão. A liturgia deste dia distingue-se das demais por reunir dois momentos distintos: inicialmente, a procissão e a bênção dos ramos; em seguida, a missa com a leitura completa da Paixão, que descreve a condenação e a crucificação de Jesus. O uso da cor vermelha nas vestes litúrgicas, associada à realeza e ao sofrimento, e a ausência do canto do Glória reforçam o caráter solene e contido da celebração.
O Domingo de Ramos antecede as principais celebrações da Semana Santa, como a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa e a Páscoa, acompanhando os fiéis pelos momentos finais da história de Jesus, desde a Última Ceia até a Ressurreição.
Saiba mais:
A celebração do Domingo de Ramos remonta ao século IV, logo após o Édito de Milão, quando os cristãos conquistaram liberdade religiosa e puderam realizar comemorações públicas sobre os últimos momentos da vida de Jesus. Em Jerusalém, por volta do ano 400, já se realizava a procissão de ramos, conforme testemunhou a peregrina Egéria em seus escritos. A tradição das palmeiras tem raízes na festa judaica de Sukkot, quando peregrinos levavam ao Templo feixes compostos por palma, cedro, murta e salgueiro. Em Roma, até o século V, lia-se apenas a Paixão; a procissão dos ramos só foi introduzida no início do século XII, com a influência de costumes franco-germânicos. Desde 1984, por iniciativa de João Paulo II, o dia também celebra a Jornada Mundial da Juventude em todas as dioceses. Os ramos abençoados, levados para casa pelos fiéis, são posteriormente queimados para se tornarem as cinzas da Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte, simbolizando o ciclo contínuo entre a aclamação e a penitência.

16 de dezembro de 2024

28 de agosto de 2024