Proibida coleta de pinhão em Santa Catarina até 1º de abril

Publicado em: 19 de março de 2026

Proibida coleta de pinhão em Santa Catarina até 1º de abril

Polícia ambiental intensifica fiscalização para preservar araucária ameaçada de extinção

A coleta, transporte e comercialização do pinhão estão proibidos em Santa Catarina até 1º de abril, conforme alerta do Comando de Polícia Militar Ambiental (CPMA). A medida, baseada na Lei Estadual nº 15.457/2011, garante o tempo necessário para o amadurecimento das sementes da Araucaria angustifolia, espécie símbolo da região Sul.

Essencial para a preservação da araucária, que está ameaçada de extinção, a proibição também mantém o equilíbrio das florestas. O pinhão é fundamental na alimentação de animais silvestres como a gralha-azul e o papagaio-de-peito-roxo, que dispersam as sementes e contribuem para a regeneração natural da vegetação.

O CPMA reforça que o respeito ao período de defeso é crucial para a conservação ambiental e para a valorização cultural do pinhão na região. A fiscalização será intensificada em todo o estado, e os infratores estão sujeitos a multas e responsabilização por crime ambiental, conforme prevê a legislação vigente.

Saiba mais:
A araucária (Araucaria angustifolia) é uma espécie nativa da Mata Atlântica e está classificada como criticamente ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Suas florestas já cobriram cerca de 200 mil quilômetros quadrados no Sul do Brasil, mas a exploração madeireira no século XX reduziu esse percentual a menos de 3% da cobertura original. O pinhão, que leva aproximadamente dois anos para amadurecer, é a semente da araucária e desempenha papel ecológico vital: a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), por exemplo, enterra os pinhões para consumi-los depois, um comportamento que acidentalmente planta novas árvores. Culturalmente, o pinhão é ingrediente central em pratos típicos como a paçoca e o entrevero, e sua coleta sustentável é permitida apenas após 1º de abril, quando as sementes já caíram naturalmente. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que Santa Catarina responde por cerca de 70% da produção nacional de pinhão, mas a coleta precoce compromete a reprodução da espécie e a renda de comunidades tradicionais que dependem do extrativismo consciente.

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