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29 de janeiro de 2026
Publicado em: 18 de março de 2026
Alta do diesel e frete defasado levam categoria às ruas; movimento é integrado a portos de todo o país


Motoristas de Santa Catarina já iniciaram a mobilização para a greve nacional da categoria, com ponto de concentração no posto Dalçoquio, em Itajaí. A paralisação está confirmada para começar oficialmente nesta quinta-feira (19), a partir das 13h, e conta com a adesão de profissionais em Navegantes, Imbituba e Itapoá, alinhando-se a outros polos portuários do país, como Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro.
A insatisfação da categoria tem como principal combustível o aumento expressivo no preço do diesel, que acumula alta de quase 20% nas últimas semanas, e a defasagem no valor do frete. Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Navegantes (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a alta nos custos inviabiliza a operação: “O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão nacional”.
Os caminhoneiros cobram o acionamento do mecanismo conhecido como “gatilho do frete”, instituído após a paralisação de 2018, que determina o reajuste automático do piso mínimo de transporte sempre que o combustível sofre variação superior a 5%. A categoria alega que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não aplicou a medida corretamente e que empresas continuam remunerando abaixo da tabela vigente.
Saiba mais:
Em resposta à iminência da greve, o governo federal anunciou, nesta quarta-feira (18), um pacote de medidas para coibir o descumprimento da tabela do frete. A principal novidade é a possibilidade de impedir que empresas reincidentes contratem transporte rodoviário de cargas. Nos últimos quatro meses, as multas aplicadas por infrações relacionadas ao piso mínimo somaram mais de R$ 419 milhões. Paralelamente, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma alta considerada abusiva nos preços do diesel nos postos, que não encontraria respaldo nos custos reais do setor. No último dia 13, a ANTT havia atualizado os valores do piso mínimo em função da disparada do diesel, mas a medida foi considerada insuficiente pela categoria, que promete manter a paralisação até que o reajuste seja efetivamente sentido no bolso. Em Santa Catarina, o Procon notificou 61 postos que não repassaram a redução de impostos aos consumidores, que têm cinco dias para justificar a prática. O cenário acende o alerta para o risco de desabastecimento e para um prejuízo que, em 2018, superou a marca dos R$ 10 bilhões em dez dias de paralisação.

29 de janeiro de 2026