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8 de janeiro de 2025
Publicado em: 17 de março de 2026
Ex-presidente segue internado sem previsão de alta após apresentar recuperação, enquanto advogados recorrem ao Supremo por prisão domiciliar humanitária
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (17). O documento, que será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, cita “a gravidade e a rápida evolução do quadro clínico” e argumenta que a permanência no atual ambiente de custódia expõe Bolsonaro a um “risco progressivo”. Os advogados sustentam que, apesar da equipe médica de plantão na Papudinha, o local não garante acompanhamento contínuo nem resposta imediata em caso de mal súbito, o que só seria possível no regime domiciliar.
Enquanto isso, o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) apontou melhora clínica e laboratorial do ex-presidente nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e resposta favorável aos antibióticos. Por volta das 15h, a primeira-dama Michelle Bolsonaro informou em suas redes sociais que, em razão da evolução do quadro, o ex-presidente foi transferido para a unidade semi-intensiva do hospital DF Star, em Brasília. Apesar do avanço, a equipe médica ainda não estabeleceu previsão para alta hospitalar.
Internado desde a última sexta-feira (13), Bolsonaro trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, considerada pelos médicos como a mais severa das três pneumonias enfrentadas pelo ex-presidente desde a facada de 2018. O histórico de múltiplas cirurgias e complicações intestinais aumenta sua vulnerabilidade a quadros infecciosos, e a equipe médica alerta que o risco de novos episódios persistirá no futuro, mesmo com tratamento preventivo.
Saiba mais:
Este é o quarto pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro desde que ele começou a cumprir pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, a Papudinha. Em decisões anteriores, o ministro Alexandre de Moraes negou os requerimentos citando perícias da Polícia Federal que atestam a “plena garantia da dignidade da pessoa humana” na unidade, onde Bolsonaro já recebeu 144 atendimentos médicos em poucos meses. O magistrado também mencionou a tentativa do ex-presidente de adulterar a tornozeleira eletrônica como fator que pesa contra a concessão do benefício.

8 de janeiro de 2025