Saúde de Bolsonaro piorou de forma acelerada horas antes de internação na UTI

Publicado em: 15 de março de 2026

Saúde de Bolsonaro piorou de forma acelerada horas antes de internação na UTI

Documentos obtidos pela CNN mostram que ex-presidente caminhou 5 km e teve saturação em 93% na noite de quinta; na madrugada, saturação caiu para 82% com febre e tremores

Relatórios diários da equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro na Papudinha revelam uma rápida deterioração de seu estado de saúde nas horas que antecederam a internação de emergência. Na noite de quinta-feira (12), o ex-presidente chegou a caminhar 5 km e foi descrito como “lúcido e orientado” pelos profissionais, mas já apresentava uma saturação de oxigênio levemente abaixo do normal, em 93%.

A virada no quadro clínico ocorreu por volta das 2h da madrugada de sexta (13), quando Bolsonaro começou a sentir náuseas e tremores. Ao ser avaliado pela equipe do presídio às 6h45, apresentava febre e saturação de oxigênio em 82%, nível considerado preocupante. Mesmo após medicação inicial, os sinais vitais não responderam satisfatoriamente, levando à decisão de transferi-lo para o Hospital DF Star.

O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, causada pela entrada de conteúdo gástrico nos pulmões após episódios de refluxo. O boletim médico deste sábado (14) indica que, embora estável, Bolsonaro apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios, permanecendo na UTI sem previsão de alta.

Saiba mais:
Esta é a sétima internação de Bolsonaro desde agosto de 2025, quando passou para prisão domiciliar. O ex-presidente, que completará 71 anos na próxima semana, acumula um histórico de 14 cirurgias desde a facada de 2018, sendo dez delas diretamente relacionadas a complicações abdominais. Em dezembro, passou por três procedimentos em menos de uma semana, incluindo duas intervenções no nervo frênico para controle do soluço crônico. Relatórios da Papudinha indicam que, em apenas 39 dias, Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos, principalmente por refluxo e dores abdominais. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a internação, mas manteve escolta policial 24 horas na porta do quarto e proibiu o uso de eletrônicos.

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