Quase 4 mil pacientes fazem hemodiálise em Santa Catarina

Publicado em: 12 de março de 2026

Quase 4 mil pacientes fazem hemodiálise em Santa Catarina

Estado tem 31 clínicas e mais de 3 mil pessoas em acompanhamento especializado; data celebra alerta para prevenção

Nesta quinta-feira (12), Dia Mundial do Rim, um retrato da saúde renal em Santa Catarina reforça a necessidade de atenção e cuidado. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) apontam que 3.902 pacientes estão atualmente em hemodiálise no estado. Outros 370 realizam diálise peritoneal, e mais de 3 mil pessoas encontram-se em acompanhamento especializado nos estágios 4 e 5 da doença renal crônica (DRC), que antecede a necessidade de terapias substitutivas.

Considerada um problema de saúde pública, a DRC atinge mais de 10% da população mundial e, no Brasil, já são mais de 170 mil pessoas em diálise, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). A condição é silenciosa e frequentemente associada a outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes. Em Santa Catarina, 31 clínicas distribuídas por todas as regiões garantem a assistência a esses pacientes, que contam com suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de custeio, convênios e aquisição de equipamentos.

A prevenção ainda é a melhor estratégia para evitar o avanço da doença. O governo do estado destaca ações como o acompanhamento de hipertensos e diabéticos na atenção primária, o estímulo a exames de rotina e o diagnóstico precoce. Nesta quinta, o Hospital Universitário (HU-UFSC), em Florianópolis, promove programação especial com atividades físicas, aferição de pressão e orientações sobre o uso adequado de medicamentos, visando justamente alertar a população sobre os riscos e a importância do cuidado com os rins. Exames simples, como dosagem de creatinina no sangue e de urina, são capazes de identificar precocemente a disfunção renal.

Saiba mais:
O perfil dos pacientes que iniciam diálise no Brasil tem mudado nas últimas décadas. Dados do Censo Brasileiro de Diálise de 2024 mostram um envelhecimento progressivo dessa população: atualmente, mais de um terço (37,8%) dos pacientes em tratamento tem mais de 65 anos. Além disso, o diabetes mellitus já iguala a hipertensão arterial como principal causa da doença renal crônica entre os que iniciam a terapia, refletindo os desafios no controle das doenças crônicas não transmissíveis no país. A vantagem econômica do diagnóstico precoce também é significativa: enquanto o custo anual de um paciente em hemodiálise no SUS pode chegar a US$ 7,9 mil, a triagem para detectar a doença no estágio 1 custa apenas US$ 5,00 por pessoa.

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