Publicado em: 12 de março de 2026
Embarcações sofreram danos nesta quarta-feira (11) na região próxima ao Irã, elevando tensão em rota estratégica para o petróleo global.
Três navios cargueiros foram alvo de ataques nesta quarta-feira (11) nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e palco recorrente de hostilidades envolvendo o Irã. As informações foram divulgadas pela UKMTO, autoridade marítima do Reino Unido que monitora a região.
De acordo com o órgão britânico, uma das embarcações relatou ter sido atingida por um “projétil desconhecido” enquanto navegava nas imediações de Dubai. A tripulação está em segurança e não há registros de danos ambientais, conforme o relatório.
Em outros dois incidentes na região, um navio pegou fogo ao norte da Península de Musandam, em Omã, sendo necessária a evacuação da tripulação, enquanto uma terceira embarcação foi danificada na costa dos Emirados Árabes Unidos. Desde o início do conflito, 13 navios já foram atacados na área, segundo balanço da UKMTO.
Saiba mais:
O Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, é considerado o gargalo marítimo mais sensível para a segurança energética global. Qualquer perturbação na região tende a acionar o temor do mercado sobre a oferta de petróleo, provocando disparadas imediatas nos preços da commodity. Apenas neste mês, os ataques já elevaram o barril do tipo Brent em mais de 4%, impactando diretamente as bolsas asiáticas e europeias, que operam com cautela diante do risco de um conflito generalizado. Históricos recentes mostram que, desde a crise de 2019, quando instalações sauditas foram atacadas, a volatilidade se tornou constante: a cada incidente no estreito, investidores migram para ativos considerados mais seguros, como o ouro e o dólar, enquanto índices acionários oscilam negativamente. A estratégia iraniana, ao mirar embarcações comerciais, não apenas desafia a comunidade internacional, mas também mexe com o termômetro da economia global, tornando o preço dos combustíveis e a estabilidade das bolsas reféns de cada explosão no Golfo Pérsico.