Quem é o ‘sicário’ que tentou suicídio após ser preso com banqueiro do master

Publicado em: 5 de março de 2026

Quem é o ‘sicário’ que tentou suicídio após ser preso com banqueiro do master

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão permanece internado em estado grave; PF investiga circunstâncias da tentativa de suicídio dentro de superintendência em Minas Gerais

Preso na quarta-feira (4) durante desdobramento da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão segue internado em estado grave na unidade de terapia intensiva de um hospital em Belo Horizonte. De acordo com os advogados do suspeito, não há, até o momento, indicativo clínico para dar início ao protocolo de morte encefálica. Mourão é apontado pela PF como integrante de uma suposta milícia particular comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com a função de monitorar e ameaçar adversários empresariais, ex-funcionários e jornalistas.

Segundo a Polícia Federal, horas depois de ser detido, o suspeito tentou suicídio nas dependências da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, onde estava sob custódia. Agentes prestaram os primeiros socorros e o encaminharam ao hospital. A corporação informou que abrirá uma investigação interna para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e que as imagens das câmeras de segurança serão entregues ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Nos documentos da investigação, ele aparece com o codinome “Sicário”, expressão usada para designar matadores de aluguel.

A defesa de Mourão contesta a versão oficial. Em nota, os advogados afirmaram que estiveram com o cliente até as 14h do dia da prisão, quando ele apresentava “plena integridade física e mental”. Ainda segundo a defesa, a informação sobre a tentativa de suicídio só foi conhecida após a nota divulgada pela PF. Os representantes legais também protocolaram um pedido de autorização judicial para que os pais do suspeito possam visitá-lo no hospital.

Saiba mais:
A operação Compliance Zero, deflagrada em 2024, investiga um esquema de fraudes contábeis e gestão temerária no Banco Master. As apurações indicam que Vorcaro e seus sócios teriam ocultado o real estado de saúde financeira da instituição para captar recursos e realizar negócios. A suspeita de formação de uma “milícia pessoal” surgiu com a coleta de provas digitais e depoimentos que sugerem a existência de um núcleo paralelo voltado à intimidação de desafetos. O termo “Sicário”, utilizado para identificar Mourão nos arquivos da PF, tem origem histórica: designava um grupo de judeus que, no primeiro século, assassinava romanos e colaboradores na Judeia. Em tempos modernos, a palavra é associada a pistoleiros contratados por organizações criminosas para executar alvos específicos. O caso expõe um novo desdobramento da investigação e acirra as tensões entre a defesa dos acusados e as autoridades, enquanto o STF acompanha os próximos passos da apuração. A tentativa de suicídio sob custódia federal também levanta questões sobre os protocolos de vigilância e acolhimento de presos em dependências da Polícia Federal, reacendendo o debate sobre as condições de custódia no país.

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