Irã adverte que Europa pagará preço por silêncio sobre ataques

Publicado em: 5 de março de 2026

Irã adverte que Europa pagará preço por silêncio sobre ataques

 

Em entrevista à TV espanhola, porta-voz do ministério das Relações Exteriores acusou EUA e Israel de atacarem deliberadamente áreas civis e afirmou que bloco europeu sofrerá consequências se não se posicionar.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quinta-feira (5) que os países da União Europeia “pagarão o preço, mais cedo ou mais tarde” se permanecerem em silêncio sobre os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. A declaração foi feita à emissora espanhola TVE, no sexto dia do conflito que já deixou centenas de mortos e colocou o Oriente Médio em estado de guerra aberta.

Em comunicado separado, Baghaei acusou as forças americanas e israelenses de atingirem intencionalmente regiões civis durante os bombardeios. “Os agressores visam deliberadamente áreas civis e qualquer local que considerem capaz de infligir o máximo de sofrimento e perda de vidas possível”, declarou. O porta-voz também negou que um míssil interceptado no espaço aéreo turco tenha partido do Irã, rechaçando alegações que poderiam ampliar o raio do conflito.

Ainda segundo Baghaei, a ofensiva transcende o campo de batalha e já impacta a economia global. “Ela reverbera pelos mercados, elevando os preços da energia, desestabilizando moedas e corroendo o poder de compra das pessoas comuns em todo o mundo”, afirmou. A declaração ocorre em meio à paralisação do Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial, e enquanto o Irã reivindica ataques a um petroleiro americano no Golfo Pérsico e ao Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, com mísseis Khorramshahr-4.

Saiba mais:
Apesar da advertência iraniana, a maioria dos países europeus tem alinhado posição com Washington e Tel Aviv. Reino Unido, França e Alemanha não condenaram os ataques contra Teerã e buscaram justificar a ofensiva atribuindo ao Irã a responsabilidade pela escalada . Londres autorizou o uso de suas bases na região por forças americanas e enviou caças Typhoon ao Catar, enquanto Paris disponibilizou bases no Oriente Médio para aviões de apoio dos EUA . A Itália e Portugal também adotaram medidas de suporte logístico. A Espanha foi a única voz dissonante, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez criticando a guerra e defendendo o direito internacional . Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU segue sem convocação formal para discutir o conflito, o que, segundo analistas, fragiliza a legalidade internacional e expõe a divisão geopolítica em torno da guerra .

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