Jovem de 19 anos será o primeiro catarinense a receber tratamento inovador para tetraplegia

Publicado em: 5 de março de 2026

Jovem de 19 anos será o primeiro catarinense a receber tratamento inovador para tetraplegia

 

Procedimento com polilaminina, proteína experimental que pode ajudar na regeneração da medula, ocorre nesta quinta-feira em Sombrio

Um marco na medicina catarinense acontece nesta quinta-feira (5) no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio. O jovem Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, será o primeiro paciente de Santa Catarina a receber a aplicação de polilaminina, uma terapia experimental promissora para a recuperação de lesões graves na medula espinhal.

O procedimento representa uma nova esperança para Alison, que perdeu os movimentos dos membros superiores e inferiores após um acidente no início do ano. No dia 11 de janeiro de 2026, ele sofreu um trauma raquimedular ao mergulhar em águas rasas na praia, lesionando a vértebra C5 na região cervical da coluna. A lesão nessa altura é considerada grave, pois interrompe a comunicação nervosa entre o cérebro e o corpo, resultando em tetraplegia.

A polilaminina é uma proteína em fase de estudos que tem apresentado resultados animadores em testes laboratoriais, auxiliando na possível regeneração ou proteção de tecidos nervosos. Como a substância ainda não está disponível comercialmente, o tratamento foi viabilizado por meio do chamado uso compassivo, recurso legal que permite o acesso a drogas experimentais para pacientes graves sem alternativas terapêuticas satisfatórias, mediante aprovação da Anvisa.

Saiba mais:
A tetraplegia causada por lesões na vértebra C5, como a de Alison, afeta a função dos membros superiores e inferiores, mas geralmente preserva a capacidade de movimentar os ombros e flexionar os cotovelos. A polilaminina utilizada no procedimento é uma proteína modificada em laboratório que imita a ação da laminina, substância naturalmente presente no sistema nervoso e essencial para a adesão e o crescimento celular. Estudos pré-clínicos realizados por centros de pesquisa brasileiros demonstraram que sua aplicação no local da lesão pode criar um microambiente favorável à sobrevivência dos neurônios e à inibição de cicatrizes que impedem a regeneração. No Brasil, a terapia ainda é considerada experimental e aplicada apenas em casos excepcionais, com rigoroso monitoramento ético e científico. O desfecho do caso de Alison, mesmo que preliminar, será cuidadosamente avaliado pela comunidade médica e poderá contribuir para futuras pesquisas sobre o tratamento de lesões medulares no país.

  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
Compartilhe essa notícia nas redes sociais!
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile
  • Banner Mobile