Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso em nova fase da operação da polícia federal

Publicado em: 4 de março de 2026

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso em nova fase da operação da polícia federal

 

Magistrado determinou bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões para interromper movimentação de ativos do grupo investigado

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu recentemente a relatoria do caso. Vorcaro foi conduzido à Superintendência da PF na capital paulista, onde permanece à disposição da Justiça.

A nova fase da operação investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Além do banqueiro, a PF cumpre outros três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em endereços nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com apoio do Banco Central e apuram os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por organização criminosa.

O ministro André Mendonça determinou ainda o sequestro e bloqueio de bens dos investigados no montante de até R$ 22 bilhões, medida que visa interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas. Esta é a segunda vez que Vorcaro é preso no âmbito da operação – a primeira ocorreu em novembro de 2025, quando ele ficou 11 dias detido após tentar embarcar para Dubai em voo particular.

Saiba mais:
O caso Banco Master ganhou contornos mais complexos após a delação premiada de operadores do mercado financeiro, que revelaram um suposto esquema de desvio de R$ 100 milhões de fundos de pensão estatais para financiamento de empreendimentos imobiliários . Investigações apontam que a instituição comercializava CDBs com taxas impraticáveis de até 140% do CDI, o que levou o Banco Central a decretar sua liquidação extrajudicial em novembro de 2025 . O escândalo também envolve o Banco de Brasília (BRB), que negociou a compra de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master posteriormente considerados fraudulentos, provocando um rombo bilionário que obrigou o governo do Distrito Federal a enviar projeto de lei autorizando a venda de imóveis públicos para cobrir o prejuízo . A operação ganhou repercussão no Supremo após serem reveladas conversas entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso em fevereiro, sendo substituído por André Mendonça . O montante total das fraudes sob investigação pode alcançar R$ 52 bilhões, segundo estimativas iniciais da Polícia Federal.

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