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18 de novembro de 2025
Publicado em: 4 de março de 2026
Limite total de pesca da espécie nas regiões Sudeste e Sul será de 8.168 toneladas; portaria traz mudanças no monitoramento e celebra diálogo com o setor pesqueiro.


O Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicaram a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026, que estabelece as regras para a pesca da tainha (Mugil liza) neste ano. A principal novidade é o aumento de cerca de 20% na cota total de captura em relação à safra passada, totalizando 8.168 toneladas. O número foi definido com base na avaliação de estoque mais recente da espécie, elaborada em 2025, e mantém o compromisso com a sustentabilidade ambiental aliada à atividade pesqueira .
As cotas foram distribuídas entre as diferentes modalidades de pesca permitidas. A maior fatia, de 2.760 toneladas, será destinada à captura no estuário da Lagoa dos Patos. Na sequência, a modalidade de emalhe costeiro de superfície poderá capturar 2.070 toneladas, seguida pelo arrasto de praia, com 1.332 toneladas. Já a pesca por emalhe anilhado terá limite de 1.094 toneladas, e o cerco/traineira, 720 toneladas . A portaria também alterou os procedimentos de encerramento do emalhe anilhado para evitar a extrapolação das cotas.
Outro avanço significativo é a consolidação do GT Tainha, que promoveu 20 reuniões e visitas técnicas com mais de 800 pescadores e pescadoras dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro . Para 2026, os reportes de captura serão feitos por meio do sistema PesqBrasil – Monitoramento, plataforma moderna e com interface aprimorada que promete facilitar o registro e dar mais transparência ao acompanhamento da safra . O Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha será atualizado regularmente.
Saiba mais:
A gestão por cotas da tainha não é uma novidade e completa oito anos em 2026. A espécie foi a primeira marinha no Brasil a ter um limite de captura estabelecido, em 2018, após estudos apontarem sinais de sobrepesca. De acordo com relatórios técnicos, a biomassa da tainha já esteve cerca de 25% abaixo do nível considerado sustentável, o que acendeu o alerta para a necessidade de uma política de ordenamento mais rigorosa . O modelo brasileiro combina dados científicos — como os produzidos pelo CPG Pelágicos Sudeste/Sul — com o conhecimento tradicional das comunidades pesqueiras, reunido no Grupo de Trabalho da Tainha. Essa abordagem participativa busca equilibrar a preservação da espécie com a subsistência de milhares de famílias que dependem da pesca artesanal, garantindo que a atividade continue viável para as futuras gerações . A portaria de 2026 reforça essa tendência ao ampliar as cotas com base em evidências atualizadas e ao aprimorar as ferramentas de controle, assegurando que o aumento da captura não comprometa a recuperação do estoque.

18 de novembro de 2025

17 de novembro de 2025