Gti invade Canhanduba após flagra de presos com celular e maconha

Publicado em: 2 de março de 2026

Gti invade Canhanduba após flagra de presos com celular e maconha

 

Operação da Polícia Penal ocorreu no fim da tarde deste domingo no complexo prisional de Itajaí; imagens que circularam nas redes sociais mostravam detentos manipulando drogas dentro das celas.

Vídeos que viralizaram nas redes sociais neste final de semana mostraram presos do Complexo da Canhanduba, em Itajaí, manipulando maconha e cigarros de palha dentro das celas com aparente tranquilidade. As gravações, feitas no interior da unidade, acenderam um alerta na Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) e motivaram uma intervenção imediata das forças de segurança.

A resposta do estado ocorreu no fim da tarde de domingo, 1º de março, com uma operação do Grupo Tático de Intervenção (GTI) e do Departamento de Operações e Controle da Polícia Penal. A ação contou ainda com o apoio do Núcleo de Operações Táticas e dos agentes de plantão, com o objetivo de restabelecer a ordem, reforçar a disciplina e realizar revistas minuciosas nas celas e nos detentos.

Durante a varredura, os agentes apreenderam um smartphone, três relógios smartwatch, quatro carregadores de celular, quatro cabos USB e um fone de ouvido. A Sejuri reforçou que a Polícia Penal mantém protocolos permanentes de fiscalização para coibir a entrada de materiais ilícitos e que, após a conclusão da apuração interna, serão aplicadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis aos envolvidos.

Saiba mais:
A Penitenciária Industrial da Canhanduba é uma das unidades mais críticas do sistema prisional catarinense, abrigando presos de alta periculosidade e lideranças de facções criminosas. O uso de celulares dentro de presídios é um dos principais vetores da continuidade da atividade criminosa atrás das grades, permitindo desde a coordenação de rebeliões até a execução de assaltos e a atuação de esquemas de lavagem de dinheiro. Em Santa Catarina, a Sejuri tem investido em bloqueadores de sinal, scanners corporais e capacitação de agentes, mas a entrada de “chupa-cabras” e a corrupção de funcionários ainda representam desafios constantes para a administração prisional. Casos recentes de imagens gravadas no interior de celas reacendem o debate sobre a efetividade dos protocolos de revista e a necessidade de modernização do parque tecnológico prisional.

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