Publicado em: 20 de fevereiro de 2026
Investigação apura irregularidades na contratação de decoração festiva em municípios catarinenses entre 2020 e 2024
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na manhã desta sexta-feira (20) a Operação Grinch para investigar suspeitas de fraude em licitações voltadas à aquisição e locação de itens de decoração de Natal e Páscoa. A ação, que conta com o apoio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ituporanga, cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná.
A investigação abrange o período de 2020 a 2024, com foco nos municípios de Vidal Ramos e Ituporanga. Os indícios apontam para manipulação da competitividade nas contratações públicas, com atuação de empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico e apresentação de orçamentos de companhias sem capacidade técnica compatível, o que pode caracterizar simulação de concorrência.
As diligências foram cumpridas em Tijucas, Porto Belo, Balneário Camboriú, Indaial, Ituporanga, Vidal Ramos, em Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná. Os alvos incluíram sedes de empresas, residências de investigados e os setores de licitações das prefeituras de Ituporanga e Vidal Ramos. Até o momento, não há envolvimento de agentes públicos, apenas de empresas e particulares.
Saiba mais:
A escolha do nome “Grinch” para a operação faz referência ao icônico personagem criado pelo autor Dr. Seuss, que se tornou símbolo do Natal ao tentar roubar a festividade da cidade dos Quem. No contexto da operação, o codinome reflete a suspeita de desvio de recursos públicos destinados justamente às comemorações de fim de ano, em uma apropriação criminosa do espírito festivo. Esta não é a primeira vez que o Gaeco utiliza nomes de personagens ou figuras simbólicas para batizar operações, estratégia que visa facilitar a comunicação com a população e fixar o propósito da investigação na memória pública. Historicamente, fraudes em licitações de eventos sazonais, como Natal e Páscoa, são particularmente sensíveis por envolverem verba pública destinada a celebrações de grande apelo emocional e comunitário. Os desdobramentos das investigações podem levar a ações por improbidade administrativa e crimes contra a administração pública, cujas penas variam de multas à prisão, dependendo da gravidade das condutas comprovadas. A operação segue em sigilo para garantir a eficácia das próximas fases da apuração.

25 de novembro de 2025