Jti assina protocolo e garante reajuste no preço do tabaco

Publicado em: 19 de fevereiro de 2026

Jti assina protocolo e garante reajuste no preço do tabaco

Comissão aceita proposta da empresa para as variedades Virgínia e Burley, mas segue em negociação com as demais fumageiras

A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco assinou, na última sexta-feira (13), o protocolo de negociação com a empresa JTI. O acordo, firmado durante reunião na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul (RS), estabelece um reajuste linear nos preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026. Para a variedade Virgínia, o aumento será de 7,06%, enquanto o Burley terá reajuste de 6,56%.

A comissão justificou a aceitação da proposta com base na evolução das tratativas, que consideraram compatíveis com os critérios técnicos adotados desde o início do processo. Segundo a entidade, a decisão levou em conta o custo de produção apurado em conjunto e o histórico de negociações, que já permitiu avanços superiores à estimativa de custos em outros momentos. A proposta da JTI foi vista como um passo adiante no diálogo, respeitando os fundamentos do Sistema Integrado de Produção.

Na mesma rodada de negociações, a empresa BAT participou pela primeira vez de uma reunião na safra atual com uma proposta, mas o percentual apresentado foi recusado. A comissão alegou que o índice ficou abaixo do esperado e, além disso, não foi linear, deixando de contemplar todas as classes de tabaco de forma igualitária.

As entidades representativas reforçaram que seguem abertas ao diálogo com a BAT e as demais empresas do setor. A expectativa é que as próximas propostas estejam alinhadas à Lei da Integração (Lei nº 13.288/2016) e avancem com base em critérios técnicos, garantindo equilíbrio nas negociações e a sustentabilidade do sistema produtivo.

Saiba mais:
A Lei da Integração, mencionada no texto, completa dez anos em 2026 e foi um marco na regulamentação das relações entre produtores rurais integrados e indústrias. Antes dela, as negociações eram feitas de forma informal, o que gerava insegurança jurídica e desequilíbrio de forças. A legislação estabelece regras claras para contratos, prazos e transparência no processo, inclusive na formação dos preços. O Sistema Integrado de Produção de Tabaco, predominante na região Sul do país, envolve cerca de 130 mil famílias de agricultores, que têm na cultura sua principal fonte de renda. Apesar dos avanços nas negociações de preço, o setor enfrenta desafios como a diversificação da produção e a pressão global por redução do cultivo do fumo, o que torna ainda mais relevante a unidade dos produtores em torno de comissões representativas como a que atua nos três estados do Sul.

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