Publicado em: 16 de fevereiro de 2026
Condutora apresentava sinais de embriaguez e afirmou não se lembrar do acidente que matou motorista de 61 anos.
A Polícia Militar confirmou, na manhã desta segunda-feira (16), a prisão da condutora envolvida em uma colisão frontal ocorrida no domingo (15), no bairro Farol. De acordo com o relatório oficial da corporação, a mulher apresentava sinais evidentes de embriaguez no momento do acidente e não conseguiu explicar a dinâmica da batida, alegando não se recordar dos fatos.
O acidente envolveu o Toyota Yaris conduzido pela suspeita e um Fiat Fiorino que trafegava no sentido contrário. Com o impacto, o furgão capotou e o motorista, identificado como Felipe Schilickmann, de 61 anos, ficou preso às ferragens. Apesar do rápido socorro, a vítima foi encaminhada em estado instável ao hospital de Laguna, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
A condutora do Yaris recusou-se a soprar o bafômetro durante o atendimento da ocorrência, sendo imediatamente conduzida à delegacia de polícia para os procedimentos cabíveis. A Polícia Civil agora investiga o caso para esclarecer as circunstâncias exatas da colisão e a responsabilidade criminal da envolvida.
Saiba mais:
A recusa ao teste do bafômetro é um direito do condutor garantido pela legislação brasileira, mas configura infração gravíssima, com aplicação de multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No âmbito criminal, a condutora pode responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) no trânsito, cuja pena é de detenção de dois a quatro anos, além da suspensão da habilitação. No entanto, se for comprovado que ela dirigia sob efeito de álcool, a pena pode ser aumentada em um terço, com possibilidade de agravamento da sanção e regime inicial mais severo, dependendo da análise do inquérito policial e do Ministério Público.