Santa Catarina confirma 17 casos de influenza A H3N2, incluindo quatro na região

Publicado em: 28 de janeiro de 2026

Santa Catarina confirma 17 casos de influenza A H3N2, incluindo quatro na região

Subclado K já circula em outros países e não apresenta maior gravidade clínica, segundo a Secretaria de Estado da Saúde


A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou a ocorrência de 17 casos de influenza A (H3N2), subclado K, no estado. Entre os pacientes, quatro residem na região da Amurel: dois em Tubarão, um em Braço do Norte e um em São Ludgero. Os demais registros são de Florianópolis, Palhoça e São José. A pasta ressalta que o município de residência não indica necessariamente o local onde a infecção foi contraída.

Conforme a Secretaria, trata-se de uma variação genética já identificada em outros países desde agosto de 2025, que não configura um novo vírus e, até o momento, não está relacionada a quadros clínicos mais graves. Os pacientes tiveram início dos sintomas entre novembro e dezembro de 2025 e não houve registro de agravamento clínico. Os municípios foram oficialmente notificados e seguem com a investigação epidemiológica, identificando casos tanto na vigilância da síndrome gripal quanto da Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A SES reforça a necessidade de atenção especial aos grupos vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades, crianças pequenas, gestantes e puérperas, com base em experiências observadas em outros países onde o subclado também foi detectado. O monitoramento permanece ativo em todo o estado, com foco na detecção precoce de novos casos. Até o momento, não há indicação de crescimento expressivo no número de casos nem alteração no perfil clínico da doença em Santa Catarina.

Saiba mais:
O subclado K do influenza A (H3N2), também denominado J.2.4.1, foi identificado pela primeira vez em junho de 2025 em Nova York e disseminou-se rapidamente por mais de 34 países nos últimos seis meses, tornando-se predominante no hemisfério norte durante o inverno de 2025-2026. A variante apresenta mutações na proteína hemaglutinina que favorecem maior transmissão e escape parcial da imunidade prévia, embora a Organização Mundial da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos não tenham detectado aumento na gravidade clínica. A vacina da temporada 2025-2026, formulada antes da emergência do subclado K, oferece proteção parcial contra a doença grave, com efetividade estimada entre 30% e 75% dependendo da faixa etária. Na região Carbonífera de Santa Catarina, que inclui Lauro Müller e outros 11 municípios da AMREC, as autoridades de saúde mantêm campanhas de vacinação ativas desde abril de 2025, tendo aplicado mais de 13 mil doses na primeira semana da campanha, mas não há registros confirmados do subclado K nessa região específica até o momento.

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