Navio fantasma atracado no Farol de Santa Marta

Publicado em: 18 de janeiro de 2026

Navio fantasma atracado no Farol de Santa Marta


Em 1879, uma embarcação apareceu intacta e sem tripulação em Laguna, criando um enigma que agitou a população local por meses.

Em agosto de 1879, os moradores de Laguna, no sul de Santa Catarina, depararam-se com uma cena insólita: um navio à vela, um brigue, havia atracado sozinho na praia do Cabo de Santa Marta. A embarcação estava em perfeito estado, com carga e provisões a bordo, mas completamente vazia. Sem nenhuma alma a bordo para contar sua história, o caso rapidamente se espalhou como um conto de “navio fantasma”.

A notícia foi amplamente repercutida pelos jornais da época, como o lagunense A Verdade. O historiador e jornalista Valmir Guedes Júnior, idealizador de um blog dedicado a histórias marítimas do sul catarinense, resgata que autoridades, incluindo a polícia e a Marinha, inspecionaram o veleiro sem encontrar pistas sobre o desaparecimento da tripulação. Em uma era pré-internet e sem o telégrafo na região, o mistério se aprofundou, alimentando especulações na comunidade por várias semanas.

A verdade só veio à tona cerca de dois meses depois, desmistificando o folclore. Descobriu-se que o navio era o sueco Oscar, que começou a fazer água em alto mar. A tripulação, temendo o naufrágio, foi resgatada por uma embarcação inglesa. O Oscar, abandonado, não afundou e foi conduzido por correntes e ventos até onde hoje é a prainha do Farol de Santa Marta, onde deu origem à lenda.

Saiba mais:
O fenômeno de “navios fantasmas” – embarcações encontradas à deriva sem sua tripulação – é registrado há séculos na história marítima. Um dos casos mais famosos é o do Mary Celeste, encontrado no Atlântico em 1872 completamente intacto e com carga, mas com toda a sua tripulação desaparecida, um mistério nunca totalmente resolvido. No Brasil, além do caso do Oscar, outros episódios semelhantes ocorreram, como o do veleiro Euryale, que chegou à costa do Ceará em 1907 também sem ninguém a bordo. Tais eventos, frequentemente explicados por tempestades, doenças, motins ou abandono preventivo, continuam a capturar a imaginação pública, misturando tragédia real com o folclore do mar.

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