Publicado em: 6 de janeiro de 2026
Empresário registra boletim de ocorrência e leva caso ao Conselho Regional de Medicina após flagrar suposta venda de documentos.
Um empresário de Laguna denunciou a venda de atestados médicos em uma clínica da cidade. Patrik Paulino, dono de um supermercado, tomou providências após desconfiar de um atestado de cinco dias apresentado por uma funcionária, emitido em 24 de dezembro, data em que a clínica supostamente estava fechada.
Para investigar, o empresário enviou um funcionário até o local. Em vídeo, uma recepcionista informa que a consulta particular custaria R$ 250, mas o atestado poderia ser emitido por “meia consulta”, ou R$ 125. O médico, sem realizar qualquer exame, apenas coletou dados pessoais, perguntou quantos dias eram necessários e inseriu um código de doença (CID) para diarreia.
O caso foi registrado em boletim de ocorrência e denunciado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC). Em nota, o conselho confirmou o recebimento da denúncia e informou que os fatos foram encaminhados à Corregedoria para apuração formal. O empresário afirma ainda ter recebido relatos de que outras clínicas praticariam o mesmo esquema.
Saiba mais:
A venda de atestados médicos configura crime de falsificação de documento público e infração ética gravíssima, passível de cassação do registro profissional. O Código de Ética Médica é explícito ao proibir a emissão de documentos sem a devida comprovação clínica. Historicamente, esquemas semelhantes costumam revelar redes organizadas que se aproveitam da alta demanda por justificativas de faltas ao trabalho, um problema que gera prejuízos bilionários anuais às empresas e ao sistema de saúde, desviando recursos e sobrecarregando serviços.