Publicado em: 3 de janeiro de 2026
Explosões foram ouvidas na capital venezuelana antes de governo declarar estado de emergência contra “agressão imperialista”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a operação militar que resultou no ataque à Venezuela e na captura de seu líder, Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (3). Em declarações ao New York Times, Trump descreveu a ação como uma “operação brilhante”, destacando o planejamento e as tropas envolvidas. O anúncio foi feito pelo próprio Trump em uma rede social.
O governo venezuelano reagiu ao ataque, que teve explosões reportadas em Caracas, declarando estado de emergência e convocando um plano de mobilização nacional para, em suas palavras, “derrotar a agressão imperialista”. A ação militar americana foi de grande escala, conforme detalhado nas publicações online do presidente estadunidense.
Em sua publicação, Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida e resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram removidos do país por via aérea. O mandatário americano informou que não daria novas declarações até uma coletiva de imprensa marcada para ocorrer em sua propriedade de Mar-a-Lago.
Saiba mais:
A intervenção direta ocorre após uma escalada de tensões iniciada em agosto de 2025, quando os EUA elevaram a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro para 50 milhões de dólares, acusando-o de narcotráfico. O histórico conflituoso remonta ao governo de Hugo Chávez (1999-2013), marcado pela nacionalização de indústrias e retórica anti-imperialista, que levou a sanções econômicas americanas. Sob Maduro, a crise se aprofundou com denúncias de autoritarismo, resultando no reconhecimento norte-americano de Juan Guaidó como presidente interino em 2019 e em um rigoroso embargo petrolífero, estrangulando a principal economia venezuelana.