Publicado em: 31 de dezembro de 2025
Tutores devem redobrar cuidados com cães e gatos nas festas de fim de ano para evitar acidentes e desaparecimentos.
A celebração do Réveillon, com seus fogos de artifício e a agitação urbana, representa um período de alto risco para cães e gatos. A audição sensível desses animais os torna vulneráveis ao pânico causado pelos estampidos, o que pode desencadear uma reação de fuga desesperada, resultando em desaparecimento ou atropelamentos.
Para proteger os animais, especialistas recomendam mantê-los em ambientes internos seguros e fechados durante as festas. É crucial verificar portas e janelas, além de criar um refúgio confortável com seus pertences. Abafar os ruídos externos com som ambiente e jamais deixar o pet solto na rua na noite da virada são medidas essenciais de prevenção.
A identificação adequada é um recurso fundamental para um reencontro rápido caso a fuga ocorra. Coleiras com plaquetas de contato são a primeira recomendação, enquanto a microchipagem oferece uma identificação permanente e mais segura. Quem encontrar um animal perdido deve acolhê-lo temporariamente e divulgar suas informações em redes sociais e junto a protetores.
Saiba mais:
A aversão a ruídos altos é um instinto de sobrevivência profundamente arraigado em cães e gatos. Estudos indicam que a audição canina é até quatro vezes mais aguçada que a humana, tornando os fogos não apenas barulhentos, mas dolorosos. Historicamente, o período de festas de fim de ano registra um aumento de até 30% no desaparecimento de animais de estimação no Brasil, segundo dados de ONGs. Em resposta, diversas cidades brasileiras têm aprovado leis que restringem o uso de fogos de artifício com estampido, permitindo apenas os modelos silenciosos, um movimento importante para o bem-estar animal.