Pães e doces que libertam: na prisão, produção mensal supera 8 toneladas

Publicado em: 10 de novembro de 2025

Pães e doces que libertam: na prisão, produção mensal supera 8 toneladas

Projeto em Criciúma transforma vidas de detentas através do trabalho, oferecendo qualificação, redução de pena e um caminho para o recomeço.

Dentro da Penitenciária Feminina de Criciúma, o cheiro de pão fresco e doces saindo do forno simboliza muito mais que produção: é o aroma de uma segunda chance. Mensalmente, as internas produzem mais de 8 toneladas de produtos de panificação e confeitaria em um pavilhão industrial que funciona como uma padaria profissional. Elas dominam todas as etapas, do preparo das massas à embalagem final, fabricando itens como pão francês, integral, salgados, doces e tortas que são comercializados em lojas externas.

Atualmente, 56 mulheres participam do programa, que garante a remição de pena – a redução do tempo de prisão pelos dias trabalhados. Com a renovação do convênio, a expectativa é dobrar o número de vagas, beneficiando mais de 100 detentas. Além do benefício legal, o projeto oferece capacitação profissional e ensina valores essenciais como disciplina, trabalho em equipe e o cumprimento de metas, preparando-as para o retorno à sociedade.

Considerada uma referência em ressocialização no estado, a unidade de Criciúma inspira iniciativas similares. A secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, ressalta a transformação promovida pela iniciativa: “O trabalho é uma ferramenta transformadora. Ele oferece não apenas ocupação, mas oportunidade real de reconstrução da vida. Cada dia produtivo é um passo a mais na reintegração social dessas mulheres”.

Saiba mais:
Estudos nacionais e internacionais consistentemente demonstram que programas de trabalho e qualificação profissional no sistema prisional são ferramentas poderosas na redução da reincidência criminal. Quando os presos têm acesso a capacitação e ao trabalho, criam perspectivas de vida distintas do crime, o que beneficia diretamente a segurança pública. A experiência catarinense, que inclui unidades em Chapecó, Joinville e Ituporanga, vai ao encontro dessa lógica, mostrando que o investimento em ressocialização gera resultados concretos para as mulheres, suas famílias e para toda a comunidade.

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