R$ 429 mil pela janela: homem tenta se livrar de dinheiro com chegada da PF

Publicado em: 11 de fevereiro de 2026

R$ 429 mil pela janela: homem tenta se livrar de dinheiro com chegada da PF

Investigado arremessa mala com cédulas do 30º andar em Balneário Camboriú, mas todo o valor é recuperado pelos agentes

A Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em espécie que foram arremessados pela janela de um apartamento no 30º andar, em Balneário Camboriú (SC). O caso ocorreu na manhã desta quarta-feira (11), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na terceira fase da operação “Barco de Papel”. Ao perceber a chegada dos agentes, um dos ocupantes do imóvel lançou uma mala com o dinheiro, mas as cédulas foram localizadas e recolhidas pela corporação.

Além da quantia, dois veículos de luxo e aparelhos celulares foram apreendidos. Um dos telefones pertenceria ao ocupante do imóvel, cuja identidade não foi revelada. Imagens divulgadas pela PF mostram as notas espalhadas próximo à fachada do edifício.

A operação cumpre dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em Balneário Camboriú e Itapema. O objetivo é apurar possíveis crimes de obstrução de investigação e ocultação de provas relacionados à aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Segundo a PF, a Rioprevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões na instituição.

Saiba mais:
O Banco Master teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em setembro de 2025, após a identificação de inconsistências contábeis e indícios de gestão temerária. Com mais de 40 anos de atuação, a instituição acumulava sucessivos pedidos de recuperação judicial e era alvo de investigações do Ministério Público Federal desde 2023. O caso ganhou repercussão nacional ao envolver fundos de pensão estatais, como a Rioprevidência, que figura entre os maiores credores. A operação Barco de Papel, deflagrada inicialmente em outubro de 2025, já resultou no afastamento de executivos e na quebra de sigilos bancário e fiscal. Os desdobramentos recentes indicam que os recursos públicos investidos podem ter sido desviados por meio de contratos simulados e empresas de fachada. A PF segue analisando o material apreendido para rastrear a origem e o destino dos valores.

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