VIOLÊNCIA | Contra idosos cresce na pandemia do novo coronavirus

Estamos na semana de conscientização da violência contra a pessoa idosa. Infelizmente, durante a pandemia do coronavirus essa violência é crescente dentro das famílias. As violências mais comuns são: negligência, violência física e psicológica, hostilidade e xingamentos, maus tratos e, principalmente, a violência patrimonial e o abuso econômico, que ocorrem quando o idoso tem seu salário retido ou seus bens roubados e destruídos.

Milhares de famílias dependem da aposentadoria dos idosos. Diante disso, membros da família se utilizam da fragilidade do idoso e praticam o seqüestro de sua renda e fraudes com cartão de crédito e empréstimos consignados. E os serviços de saúde públicos voltados para os mais velhos, como por exemplo, os Centros de Referência em Assistência Social, ainda são escassos e contribuem para a dependência completa dos idosos.

A pandemia do coronavírus colocou a saúde dos idosos em evidência por serem do grupo de risco. O presidente da COBAP, Warley Martins, reafirma “o resgate de investimentos, políticas públicas e proteção de direitos para este segmento da população brasileira” como medidas fundamentais para a categoria. “A população idosa é a que mais cresce no país. Isso evidencia a necessidade de se reforçar o pleno funcionamento do Estatuto do Idoso que, após quase 17 anos de implementação, ainda não é devidamente obedecido”, ressalta.

Apesar do medo dos idosos, as denúncias de violência têm crescido durante a pandemia. No mês de março, início da quarentena, houveram 3 mil denúncias. De acordo com dados divulgados pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em abril esse índice passou para 8 mil e, em maio, foi para 17 mil. O isolamento social tornou os idosos mais vulneráveis à violência, pois ficaram mais expostos aos familiares agressores.

Algumas iniciativas de apoio governamental, tais como as Instituições de Longa Permanência para idosos que enfrentam dificuldades financeiras durante a pandemia, com repasses de alimentos, material de higiene e equipamentos de proteção individual (EPI); e o Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável, que já inaugurou 100 unidades em todo o país, com inclusão digital e social da pessoa idosa para melhorar a qualidade de vida, ainda não são suficientes para cumprir a demanda da população idosa.

É preciso ampliar a informação sobre os meios e canais de denúncia contra os violadores e também sobre os centros de apoio e acolhimento das vítimas de violência no país. Existem disponíveis para denúncias e informações o Disque 100, o aplicativo Direitos Humanos Brasil e o site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos que oferecem serviços gratuitos e funcionam 24 horas por dia.

Maurício Oliveira – Assessor econômico (cobap)

Por Livia Rospantini

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